Um vazamento de querosene no helicóptero que caiu no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, poderia ter feito a aeronave explodir, conforme o Corpo de Bombeiros. O serviço rápido dos militares impediu que o risco virasse realidade.
Para a imprensa, o 2° Tenente do Corpo de Bombeiros, Felipe Bandeira, contou como foi feito o acionamento das equipes e o salvamento dos tripulantes no local. De primeiro momento, duas unidades de resgate para atender as vítimas, mais duas viaturas de combate, para fazer o atendimento de combate a um possível incêndio e explosão, porque estava vazando querosene.
“Quando chegamos no local, vimos que as vítimas estavam consciente, orientadas, com ferimentos leves, inclusive andando lá pelo local. Uma delas falou que estava com dor na lombar, sendo que essa foi a única vítima encaminhada para uma unidade de saúde”, disse.
Enquanto as vítimas eram atendidas, as outras unidades do Corpo de Bombeiros fez a contenção do líquido inflamável. Por conta do vazamento, existia um risco iminente de explosão.
“Segundo o piloto, eram uns 200 litros de querosene que tinham na aeronave. Para conter o vazamento, os militares jogaram areia e terra no local para poder absorver mais rápido e não ocorrer a explosão”, finalizou o 2º Tenente.
"Procedimento complexo" – À imprensa, a delegada Medina do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul afirmou não ser possível adiantar o que teria provocado a pane no motor que gerou o acidente.
“Ainda é muito cedo, estamos nos procedimentos iniciais. Precisa ser feito com cautela e como todo procedimento a gente sabe que isso é complexo, preservando e respeitando tudo o que aconteceu", afirmou.
Nota do governo estadual – Momentos após a queda, o governo do estado de Mato Grosso do Sul publicou uma nota oficial sobre o acidente. No comunicado foi explicado que a aeronave é da Casa Militar do Estado.
"Informamos que o mesmo ocorreu na cabeceira da pista de pouso do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Quatro servidores vinculados a Casa Militar, sendo dois pilotos e dois tripulantes, estavam na aeronave".
A aeronave envolvida no acidente é um helicóptero matrícula PT-HBM, modelo Bell 206. O mesmo estava há 20 minutos no ar, em um voo semanal de giro realizado para preservação do equipamento. Durante o voo, feito nas redondezas do Santa Maria, o motor sofreu uma pane.
Uma manobra de emergência chamada autorotação foi realizada pelos pilotos para que o pouso ocorresse na lateral da pista do aeródromo. "Contudo, ao tocar o solo, o helicóptero pironou - nome para uma espécie de capotagem - e acabou ocasionando o acidente. Como já estava em solo, a gravidade do ocorrido foi reduzida consideravelmente", finalizou a nota.
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