A notícia divulgada esta semana na Capital, na qual o ex-governador André Puccinelli daria apoio ao PSDB em troca da indicação de sua filha, Denise Puccinelli, a vice de Beto Pereira na eleição de Campo Grande e da nomeação de seu filho, Puccinelli Junior, para conselheiro do Tribunal de Contas teve grande repercussão no meio político.
Ao JD1, Puccinelli afirmou que tudo não passa de “informações falsas”, e que em nenhum momento deu a entender que teria esses pedidos em mente.
“Eu vi a notícia que eu teria pedido o cargo de vice-prefeita da Capital para minha filha e cargo no Tribunal de Contas para o meu filho, mas nunca houve essa conversa, eu inclusive dei uma entrevista dizendo exatamente o contrário disso” afirmou o ex-governador à reportagem.
Puccinelli ainda destaca que não entende qual a finalidade de tal notícia, e nem de onde a informação surgiu. “Não foi fala minha nem da minha filha nem do meu filho”, ressaltou.
Em relação a uma parceria entre as siglas, André afirmou que seu partido estuda a situação. “Conversamos tanto com o partido deles [PSDB] quanto com o de nossos companheiros, e ontem falamos sobre a possibilidade de fazer parceria nos 79 municípios, nada mais do que isso”, comentou.
Ele ainda relembra que durante as eleições de 2022, os filiados tiveram completa liberdade para apoiarem quem eles quisessem, sem pressão do diretório estadual do partido. “No 2º turno das eleições, nós liberamos para que cada filiado seguisse o caminho que quisesse. O Junior Mochi, eu e outros dois deputados apoiamos o Contar, e dois deputados apoiaram o Riedel”, explicou.
O emedebista disse ainda que é natural que haja preferência por ser cabeça de chapa. “Onde o MDB estiver mais forte, é natural que o partido queira ser cabeça de chapa, enquanto onde o PSDB estiver mais forte, é natural que ele, o partido, queira liderar ”.
Apesar disso, as parcerias ainda não são certas, e dependem das decisões dos diretórios municipais das duas siglas. “Temos que respeitar o diretório municipal, se não qual a utilidade desses diretórios?”, explicou.
Questionado sobre participar das eleições do ano que vem, André comentou que nada está definido, mas que houve clamores para disputar a prefeitura da Capital. “Interesse próprio eu não tenho, não se é candidato próprio, mas o diretório está insistindo, vou nos bairros e insistem, então vamos ver. Não está descartada a possibilidade de me candidatar a prefeito, estamos estudando, ano que vem a gente confirma se sou candidato ou não”, finalizou.
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Ex-governador André Puccinelli (Foto: Reprodução/Redes sociais)



