Durante conversa com a imprensa, o deputado estadual Paulo Duarte (PSB) afirmou que não foi informado sobre qualquer movimentação envolvendo mudanças no comando do PSB em Mato Grosso do Sul nem sobre tratativas formais para uma eventual federação com o Cidadania.
A declaração ocorreu após reunião realizada por lideranças do Cidadania e o vereador Carlão, presidente municipal do PSB, onde discutiram os impactos regionais da provável união nacional entre as duas siglas.
Paulo Duarte disse desconhecer a indicação de nomes para a presidência estadual do PSB, atribuída ao deputado federal Vander Loubet (PT) e mencionada por Carlão. Segundo o parlamentar, qualquer mudança na direção regional passará necessariamente pelo presidente nacional da sigla, João Campos, prefeito do Recife. “A sucessão no Mato Grosso do Sul será tratada diretamente com o João Campos. Nada muda sem essa conversa”, afirmou.
Ele reiterou que uma eventual saída sua do PSB, tema já ventilado nos bastidores, seria “negociada” e não afetaria a estrutura partidária construída. “Mesmo pessoas ligadas a mim devem permanecer no partido. Não se trata de vontade de sair, mas de impossibilidade eleitoral”, disse, afirmando que apenas decidirá no momento oportuno, durante a janela partidária.
Duarte também minimizou relatos de que o encontro entre PSB e Cidadania teria relação com federação em nível nacional. Ele disse ter recebido da direção em Brasília a sinalização de que o PSB não federará com nenhum partido em 2025, apesar das aproximações locais. “A informação é de que o PSB continuará isoladamente. Não há movimento nacional pela federação”, declarou. O deputado lembrou que até o calendário eleitoral impede novas composições e que a única negociação aventada anteriormente, com o PDT, não avançou.
Ele avalia principalmente dois destinos, PSDB ou PSD, embora admita que o cenário estadual é de indefinição generalizada. “Se eu tivesse que dizer hoje, seriam esses dois. Mas pouca gente sabe seu futuro. Nunca houve um processo tão indefinido como este”, afirmou. Ele atribui a incerteza à redução de partidos e à dificuldade das legendas em montar chapas competitivas. “O maior risco é não alcançar o quociente eleitoral. Já aconteceu com o PSB na eleição passada.”
O deputado reforçou que sua permanência na presidência estadual do PSB deve ser encerrada antes da janela e reafirmou que não há condições políticas de permanecer em um partido que não integrará a aliança estadual prevista para apoiar o governador Eduardo Riedel (PP).
Enquanto isso, no plano municipal, o vereador Carlão defendeu o diálogo com o Cidadania e classificou a aproximação como positiva. “Neste primeiro momento, sinalizamos unidade. A federação nacional em discussão busca uma frente democrática ampla, capaz de agregar ideias e apontar soluções reais para o País”, afirmou após a reunião com dirigentes da sigla.
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Deputado Paulo Duarte (Alems)



