O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o juiz aposentado Odilon de Oliveira – que é candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PDT – tenha a escolta da Polícia Federal (PF) retirada. A decisão foi tomada nesta terça-feira (21).
Conforme a Agência Brasil, apesar da determinação, a proteção de 24 horas do candidato deve ser retirada de forma gradual. Odilon se aposentou em setembro de 2017 e solicitou a CNJ, que fizesse uma consulta formal ao Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF estava subordinada à época, sobre a possibilidade de manutenção e ampliação da escolta.
Contudo, hoje, o relator do caso, conselheiro Marcio Schiefler, julgou improcedente o pedido do juiz, com base em relatório encaminhado pelo atual diretor-geral da PF, Rogério Galloro. O documento diz que os motivos para proteção permanente não estão mais presentes e, por isso, a escolta armada deve ser gradualmente descontinuada.
O relator ressaltou que, ao se candidatar, o juiz sabia que agravaria os riscos a sua segurança. Schiefler argumentou ainda que, se fosse mantida sua escolta 24 horas fornecida pela União, Odilon ficaria em situação de vantagem diante dos demais candidatos ao governo do estado, o que é proibido pela legislação eleitoral.
“Isso ofende a garantia básica de igual competitividade que deve sempre prevalecer nas disputas eleitorais”, disse Schiefler.
Odilon vai recorrer da decisão
Em nota, o juiz Odilon de Oliveira afirmou que o motivo de ter retirado a escolta, por causa do ingresso na política, não faz “desaparecer o risco de vingança”. “O que o CNJ deve considerar, com todo respeito, não é a nova atividade do protegido, mas se permanece ou não risco de vingança em razão do trabalho realizado na atividade”, escreveu o juiz ao ressaltar que vai recorrer na espera do CNJ.
“O sujeito trabalha a vida inteira tentando proteger a sociedade, arriscando a vida, e, quando se aposenta, é jogado na boca dos leões”, finalizou.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Após mais de 3 anos de tramitação, TSE cassa governador de Roraima

Primeiro encontro do Republicanos em MS reúne lideranças e traça metas para 2026

Congresso derruba veto de Lula e mantém PL da Dosimetria

Verruck aposta em perfil técnico para não ser "baixo clero" na Câmara Federal

TRE mantém atendimento no feriado e fim de semana para eleitores se regularizarem

Bancada de MS reage à rejeição inédita de Jorge Messias ao STF

Simone Tebet lidera disputa pelo Senado em São Paulo, aponta Quaest

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF após reviravolta no plenário

Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país


Juiz Odilon de Oliveira se aponsentou em setembro de 2017 (Arquivo/JD1 Notícias)



