Os ataques contra as comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul, foram recebidos pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que informou na sexta-feira (3) que vai pedir ao Ministério Público que investigue os crimes no Estado.
A comunidade indígena Laranjeira Nhanderu, da etnia Kaiowá, localizada no município de Rio Brilhante teve a casa de reza que está sendo construída incendiada no Rveillon. De acordo com os indígenas, dois pistoleiros entraram nas casas de algumas famílias, fazendo ameaças e agressões.
Na sexta-feira, o confronto com troca de tiros deixou um segurança e pelo menos dois indígenas feridos em Dourados, no sul do estado.“O fato é que essas agressões estão se tornado corriqueiras. Nossos indígenas estão sendo dizimados. Faço um apelo à imprensa: é preciso falar mais do que está acontecendo com os indígenas, ampliar o noticiário. Se não houver mais cobertura, não teremos como impedir violência e mortes”, alertou o senador.
A representação junto ao Ministério Público será feita imediatamente. Já as medidas no Senado estão sendo redigidas e serão apresentadas na volta dos trabalhos parlamentares, em fevereiro.
Entre as providências que o senador pretende tomar estão requerimentos com pedido de informações sobre ações tomadas pelo Ministério da Justiça, pela Fundação Nacional do Índio (Funai), pelo governo de Mato Grosso do Sul e pelas prefeituras das cidades onde os atos de violência contra indígenas foram registrados.
O senador também quer propor a criação de uma comissão externa para visitar as comunidades indígenas sob ameaça e elaborar um documento a ser enviado ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e à Organização as Nações Unidas (ONU). Além disso, ele pretende apresentar requerimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na Comissão de Direitos Humanos (CDH) para que os ministros da Justiça, Sergio Moro, e dos Direitos Humanos, Damares Alves, sejam ouvidos no Senado.
O economista Eduardo Moreira, que já acompanhou de perto a situação de aldeias indígenas em Dourados, classificou como genocídio o que acontece com os indígenas no Brasil.
“Todos os dias morre gente, todos os dias são assassinadas crianças, adultos; pessoas idosas são torturadas. Eles não têm o que comer, não têm água, luz, saneamento básico. É um caos”, lamentou.
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Incêndio na propriedade dos Kaiowá, em Rio Brilhante (Reprodução)



