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Política

Empresário investigado por roubo no INSS doou R$ 60 mil a ex-ministro de Bolsonaro

Onyx Lorenzoni negou irregularidades em sua gestão, mas admitiu ter recebido doação de um dos investigados no esquema

07 novembro 2025 - 10h54Vinícius Santos com informações da Agência Senado

O ex-ministro da Previdência, Onyx Lorenzoni, prestou depoimento na quinta-feira (6) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e confessou ter recebido R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes como doação para sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul, em 2022. Lorenzoni chefiou a pasta da Previdência em 2021 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Felipe Macedo Gomes é ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, uma das entidades investigadas por suposto desvio de dinheiro de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O empresário havia sido convocado para depor à CPMI em outubro, mas se recusou a responder às perguntas dos parlamentares.

Durante o depoimento, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), questionou Lorenzoni sobre a relação com Gomes e levantou a possibilidade de os R$ 60 mil configurarem vantagem indevida pelo exercício do cargo de ministro da Previdência:

— A Amar Brasil é uma instituição bandida. Arrecadou milhões de reais, e um dos responsáveis pela Amar Brasil é Felipe Macedo Gomes. Onde o senhor entra aqui, ministro? Esse rapaz, que deveria estar preso, depositou R$ 60 mil na sua conta de campanha para governador do Rio Grande do Sul. Não posso deixar de perguntar: esses R$ 60 mil foram vantagem indevida pelo exercício do cargo de ministro da Previdência?

Onyx admitiu o recebimento da doação, mas afirmou que as contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul e negou qualquer relação maliciosa com o empresário:

— Essa relação maliciosa de causa e efeito inexiste. Candidato a governador e a presidente da República não se envolve no processo de arrecadação de campanha. O meu contador tinha uma orientação: em qualquer contribuição referente à minha campanha, verificar em fontes abertas se há qualquer coisa em desabono ao doador. Se houver, devolvemos. Nunca vi esse cidadão (Felipe Macedo Gomes), não sei quem é. Nunca pedi dinheiro para bandido.

O relator também questionou Onyx sobre o filho dele, o advogado Pietro Lorenzoni, e a atuação junto à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), outra entidade investigada no esquema que supostamente fraudou o INSS. Onyx negou qualquer influência:

— Claro que não. Ele (Pietro) tinha sociedade com um escritório em Porto Alegre e outra aqui. Na época em que essas coisas aconteceram, ele não tinha a menor ideia. Não sei quem são as empresas em que ele atua, não sei quem são os contratantes dele e não me cabe isso.

Durante o depoimento, o ex-ministro também admitiu ter indicado José Carlos Oliveira, conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira, para sucedê-lo no Ministério do Trabalho e Previdência Social em 2022. Oliveira, quando era diretor do INSS, assinou acordos de cooperação técnica com entidades investigadas pela Polícia Federal. Onyx, no entanto, afirmou que a escolha foi feita pelo então presidente Jair Bolsonaro:

— Eu tinha mais de um nome. Sugeri esses nomes. E dentre esses nomes, ele (Jair Bolsonaro) achou que o melhor nome era José Carlos Oliveira por todo o histórico: funcionário de carreira, que tinha feito um bom trabalho no INSS. Foi uma escolha técnica. Não teve nenhuma interferência política.

O ex-ministro ainda criticou alterações feitas pelo Congresso Nacional em duas medidas provisórias, que flexibilizaram as exigências para a revalidação anual dos descontos associativos de aposentados e pensionistas, e disse não conhecer dois dos principais investigados no esquema: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, apontado como articulador das fraudes.

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