O governo federal afirmou que está acompanhando “com preocupação” os últimos desdobramentos da tensão ao redor da região de Essquibo, na Guiana, que é disputada pelo governo da Venezuela, que quer anexar a região.
No início deste mês, maioria dos eleitores venezuelanos decidiram, por meio de um plebiscito, que o governo pode reivindicar a região, que tem uma área total de cerca de 160 mil km², o que corresponde a dois terços do território da Guiana.
Logo após o plebiscito, diversos países, como o Reino Unido e Estados Unidos, declararam apoio à Guiana. Uma nota do Itamaraty, divulgada nesta sexta-feira (29), condena quaisquer demonstrações militares de apoio a qualquer das partes.
“O governo brasileiro acredita que demonstrações militares de apoio a qualquer das partes devem ser evitadas, a fim de que o processo de diálogo ora em curso possa produzir resultados, e está convencido de que instituições regionais como a CELAC [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos] e a CARICOM [Comunidade do Caribe] são os fóruns apropriados para o tratamento do tema”, disse o órgão brasileiro em nota.
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