A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) novas convocações, convites e quebras de sigilo para aprofundar a investigação sobre possível infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro e em estruturas do Estado.
As medidas ampliam o foco da apuração, especialmente sobre movimentações financeiras, relações empresariais e conexões institucionais.
Ao todo, foram aprovados 63 requerimentos.
Quem será convocado (comparecimento obrigatório)
- Daniel Vorcaro empresário e dono do Banco Master
- Roberto Campos Neto ex-presidente do Banco Central
- Paulo Guedes ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro
- João Roma ex-ministro da Cidadania
- Ronaldo Vieira Bento ex-ministro da Cidadania
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que convocação não significa acusação.
"Não necessariamente são pessoas investigadas, nós convocamos testemunhas também. São personagens fundamentais, porque o crime organizado só prospera com infiltração no mercado financeiro."
Quem será convidado (comparecimento não obrigatório)
- Alexandre de Moraes ministro do STF
- Dias Toffoli ministro do STF
- José Carlos Dias Toffoli irmão de Dias Toffoli
- José Eugênio Dias Toffoli irmão de Dias Toffoli
- Viviane Barci de Moraes advogada e esposa de Alexandre de Moraes
- Guido Mantega ex-ministro da Fazenda
- Rui Costa ministro-chefe da Casa Civil
- Gabriel Galípolo presidente do Banco Central
Quebras de sigilo aprovadas
A comissão autorizou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master. Envio de relatório de inteligência financeira pelo Coaf
Quebras de sigilo da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (antiga Reag Investimentos), ligada ao Banco Master; Quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada à família Toffoli, no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026
O objetivo é cruzar dados para identificar operações consideradas atípicas e eventuais vínculos com organizações criminosas.
Requerimentos rejeitados
Após destaque do senador Marcos Rogério (PL-RO), foram rejeitadas as convocações de Letícia Caetano dos Reis, administradora apontada como ex-funcionária do senador Flávio Bolsonaro e irmã de sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" e de José Carlos Oliveira (Ahmed Mohamad Oliveira), ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro. Também foi retirada a convocação de Viviane Barci de Moraes, mantido apenas o convite.
A CPI não realizou a oitiva de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como "TH Joias", ex-deputado estadual do Rio de Janeiro.
O depoimento depende de autorização judicial do ministro Alexandre de Moraes, pois ele está preso desde setembro do ano passado sob acusação de ligação com o Comando Vermelho.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que a comissão irá reiterar o pedido de autorização ao STF por meio da Advocacia do Senado.
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As medidas ampliam o foco da apuração (Saulo Cruz /Agência Senado)


