Menu
Menu
Busca sexta, 13 de março de 2026
Sebrae Delas - Mar26
Política

Lula é indiciado pela PF por corrupção passiva

Defesa do ex-presidente nega qualquer ato ilícito

16 maio 2017 - 09h11Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado nesta segunda-feira (15) pela Polícia federal pelo crime de corrupção passiva por suposta participação na venda de uma medida provisória em inquérito oriundo da Operação Zelotes. Em nota, a defesa de Lula repudiou “toda e qualquer ilação” do envolvimento de Lula com atos e ilícitos e considerou que o indiciamento faz parte da “perseguição política” sofrida pelo ex-presidente.

Para a PF, o ex-presidente e mais 12 pessoas, entre ex-ministros da gestão Lula e empresários, participaram de um esquema criminoso que resultou na edição da Medida Provisória 471, que estendeu incentivos fiscais a montadoras e fabricantes de veículos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

De acordo com o relatório da PF que segue para análise do Ministério Público, que pode ou não oferecer denúncia à Justiça, lobistas representando as montadoras teriam repassado ao PT de forma ilícita cerca de R$ 6 milhões para que a MP fosse publicada.

Os advogados de Lula, disseram, em nota, desconhecer o teto do indiciamento e afirmaram que o ex-presidente tem sido “submetido, nos últimos dois anos, a verdadeira devassa e nenhuma prova foi encontrada, simplesmente porque não houve de sua parte qualquer ato de corrupção”

“Essa onda de ataques só serve para reforçar que nosso cliente é vítima de perseguição política por meio de procedimentos jurídicos, prática reconhecida internacionalmente como lawfare, e que atenta contra o Estado Democrático de Direito”, diz trecho da nota.

A Operação Zelotes investiga desvios no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que é vinculado ao Ministério da Fazenda e é a última instância administrativa de recursos referentes a impostos e multas de contribuintes. De acordo com as investigações, diversas empresas teriam participado de um esquema envolvendo o pagamento de propina a conselheiros para que manipulassem resultados dos julgamentos. Grandes executivos, como o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, são réus em processos relativos à Zelotes.

Reportar Erro
Unimed Seu Sim Muda Tudo - Mar26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Deputado e correligionários - Foto: Sarah Chaves
Política
Paulo Duarte quer encontro com a direção nacional do PSB antes de sair do partido
Barbosinha
Política
Barbosinha confirma saída do PSD e avalia filiação ao Republicanos
Foto: Divulgação
Política
PSDB organiza ato de filiação para ampliar base em Campo Grande
Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet
Política
Sem definir partido, Simone confirma disputa ao Senado por São Paulo
Presidente Lula
Política
Lula pode vir a Campo Grande antes de conferência da ONU sobre espécies migratórias
Deputados analisam projeto que amplia informação sobre depressão infantil
Política
Deputados analisam projeto que amplia informação sobre depressão infantil
Foto: Izaias Medeiros
Política
Câmara de Campo Grande analisa criação da Clínica da Família itinerante
A ação aconteceu na manhã de hoje
Política
Pessoas em situação de rua são encontradas morando em capelas de cemitério em Corumbá
O encontro aconteceu nesta quarta
Política
Fórum nacional reúne secretários estaduais para discutir planejamento governamental em MS
Equipamentos de monitoração eletrônica (tornozeleira) -
Política
Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher

Mais Lidas

Fardamento PMMS - Foto: Jonatas Bis
Justiça
Justiça condena soldado da PMMS por vídeo em rede social com piada gravada em oficina
Elizangela Arce Correa não sobreviveu ao ataque
Justiça
Assassinato brutal de mulher no Los Angeles: réus são absolvidos e crime fica impune
Drogas eram arremessadas para dentro do presídio
Polícia
Facção usava propina para arremessar drogas e celulares em presídio de Campo Grande
Mais Social é um programa para famílias em situação de vulnerabilidade
Polícia
Governo de MS investiga fraude no programa Mais Social e exonera servidora