Na véspera de ser empossado como ministro da Secretaria de Governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS, disse que fará uma nova tentativa de votar o parecer final do colegiado nesta quinta-feira (14) pela manhã. A CPMI retoma os trabalhos às 9h, oito horas antes de Marun assumir o cargo, em cerimônia marcada para o fim da tarde, no Palácio do Planalto.
Após desistir de recomendar o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, o deputado disse que o relatório está pronto, mas ainda poderá receber sugestões pontuais dos deputados e senadores integrantes da comissão. Se não for possível, informou, outro deputado será designado para apresentar o parecer.
“O novo relator pode encampar o meu relatório [ou apresentar outro], que eu entendo que é fruto da discussão e do pensamento não de todos, mas de uma média daqueles que compõem a CPI”, afirmou. Durante as discussões desta quarta-feira (13), o relatório foi criticado por membros do colegiado por, segundo eles, servir apenas para “criminalizar” o Ministério Público e acabar com o instrumento da delação premiada.
Mesmo sem pedir o indiciamento de Janot, Carlos Marun solicita uma “investigação profunda” da conduta dele e do seu então chefe de gabinete, Eduardo Pelella, pela possível prática dos crimes de prevaricação e abuso de autoridade. O relatório também pede o indiciamento dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e sócios do grupo J&F; do ex-executivo da JBS Ricardo Saud; e do ex-procurador da República Marcelo Miller.
A votação do parecer, que estava prevista para terça-feira (12), havia sido adiada para as 15h de ontem, mas devido às sessões da Câmara e do Senado, acabou sendo novamente remarcada. Diversas votações do Congresso Nacional também impediram a apreciação do relatório, especialmente após a possibilidade de a reforma da Previdência ser votada apenas em fevereiro e os parlamentares encerrarem os trabalhos legislativos ainda nesta semana.
O senador Lasier Martins (PSD-RS) chegou a apresentar um relatório em separado com críticas à comissão e ao fato de “nenhum político” ter sido convocado para comparecer às reuniões. O voto divergente, porém, só será apreciado caso o relatório de Marun seja rejeitado pela maioria dos presentes.
“Estamos em um momento de final de ano, é possível que o meu pensamento neste caso não tenha conformidade com o da maioria dos membros. Mas eu tenho a mais absoluta certeza de que não vai acontecer uma derrota do meu relatório. Pode haver fuga de alguns no plenário e o quórum tenha dificuldade de ser atingido”, garantiu o futuro ministro.
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