No ano de 2020, devido a pandemia do novo coronavírus, o Governo Federal implantou uma medida provisória que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda — programa previa, dentre outras medidas, a suspensão do contrato de trabalho com o pagamento de parte dos salários dos empregados pelo Governo.
Porém, com o encerramento do estado de calamidade pública em 31 de dezembro de 2020, o programa perdeu a sua vigência, de forma que comprometeu a capacidade financeira dos empresários brasileiros, que encontram dificuldade na quitação da folha salarial do mês de janeiro deste ano.
Com isso, o Senador Nelsinho Trad (PSD-MS) encaminhou ao Governo Federal pedido de prorrogação da medida que ajuda milhões de empresários no Brasil todo. Cerca de 20 milhões de acordos foram firmados entre empregados e empregadores em 2020.
“Quem aderiu ao programa não pode mandar o empregado embora, para não gerar desemprego. O empregado tem estabilidade pelo mesmo tempo que durou a medida”, explicou o senador à reportagem do JD1 Notícias.
Além disso, Nelsinho ressaltou a importância da prorrogação da medida para o setor de festas e eventos, que tem sido um dos mais prejudicados. “Não pode juntar gente porque a vacina ainda não foi aplicada. Os funcionários não foram mandados embora, porque praticamente todos aderiram ao programa do governo. Na minha avaliação, tem essa lacuna, que o Governo precisa reavaliar para que a medida seja válida até ter a vacinação e tudo voltar ao normal”, explanou.
Empresário e dono de três espaços de eventos em Campo Grande, Thiago Zandavalli de Figueiredo falou com a reportagem do JD1 e afirmou que a pandemia afetou diretamente o setor de eventos, no entanto, com a medida provisória estabelecida pelo Governo em março de 2020, o empresário conseguiu manter mais de 50 funcionários que as empresas empregam.
“A medida acabou e nós ainda não podemos fazer festa de grande porte até as vacinas saírem, então para nós está muito complicado, porque continuamos com mais de 50 funcionários que precisam receber a folha de pagamento. E como vamos fazer, se não temos receita e nem podemos abrir os espaços?”, questionou Thiago.
“Esperamos que a prorrogação [da medida] aconteça por pelo menos três ou seis meses no nosso ramo de eventos, precisamos do apoio do Governo Federal para conseguir manter esse ramo de festas e eventos”, completou o empresário.
De acordo com Zandavalli, cerca de 8 milhões de pessoas são empregadas, direta e indiretamente, no Brasil no setor de festas e eventos todo ano. O faturamento chega a R$ 200 bilhões.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Trump anuncia coalizão militar com países da América Latina para combater cartéis de drogas

"Não estamos mudando de lado", diz Catan ao se filiar ao NOVO

Thalles Tomazelli mobiliza prefeitos de MS diante das mudanças da reforma tributária

PSOL se divide sobre federação com PT

Marisa Serrano debate sua trajetória com a presença de mulheres tucanas no Café com Política

Com PEC aprovada, guardas municipais podem ser chamadas de Polícia Municipal

Adriane Lopes veta projeto que aumentaria transparência em contratos e convênios

Prefeita veta projeto que proíbe multas de trânsito por câmeras em Campo Grande

Paulo Duarte sinaliza possibilidade de ir para o PSDB






