O senador Nelsinho Trad, nesta terça-feira, presidiu a audiência pública no Senado Federal, para debater o impacto ambiental causado em Bonito, por plantações e construções irregulares, como estradas feitas em áreas de preservação ambiental.
“Todas as demandas apresentadas na audiência serão encaminhadas oficialmente para os setores responsáveis, principalmente à Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) e Ministério do Turismo e Meio Ambiente e Governo do Estado”, disse o senador, que foi um dos responsáveis pelo requerimento da audiência pública.
De acordo com os moradores e órgãos de proteção ambiental de Bonito, as águas cristalinas dos rios Prata e Formoso têm ficado cada vez mais turvas após as chuvas, por conta da má preservação do solo. Nos últimos anos, a área de plantio dobrou, o desmatamento aumentou dois mil hectares, além da intensificação do turismo, por ano cerca de 240 mil pessoas visitam a cidade.
O senador Nelsinho afirma a necessidade de unir esforços para a preservação. “Queremos chamar atenção das autoridades competentes para tratar da preservação ambiental de Bonito como prioridade. Todas as autoridades do Governo Federal, Estadual e Municipal concordam que Bonito é um patrimônio não só de Mato Grosso do Sul, mas da Humanidade. Temos que unir esforços, existem regras claras, bem definidas e que precisam ser respeitadas pelas pessoas que desenvolvem suas atividades na cidade”.
O presidente da Associação de Atrativos Turísticos de Bonito e Região (Atratur), Guilherme Poli, solicitou alternativas para melhorar a degradação do solo. “Precisamos de pavimentação ecológica na rodovia do turismo, cerca de 15 quilômetros de estrada, e na rodovia São Geraldo, cerca de 18 quilômetros de percurso. São benfeitorias que vão ajudar na mobilidade dos turistas e, também, para melhorar o escoamento das produções das fazendas da região”.
O secretário de Indústria, Turismo e Comércio de Bonito, Augusto Barbosa Mariano, afirma a busca de soluções. “Não estamos na busca de culpados, mas sim de soluções. O agronegócio é um grande produtor de origem animal e vegetal, e Bonito vive do turismo. É o maior empregador, é o maior investidor, representa por 50% do Produto Interno Bruto, 500 milhões por ano, gera sete mil empregos diretos, dois mil indiretos e contempla 493.400 hectares. Mais da metade desta área está preservada, mas temos que recuperar 1.496 hectares que são críticos, e 8 a 10 mil hectares a médio e longo prazo".
A audiência foi realizada em reunião conjunta no Senado entre as comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo, de Agricultura e Reforma Agrária, e Meio Ambiente.
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“Queremos chamar atenção das autoridades competentes para tratar da preservação ambiental de Bonito como prioridade", afirma Nelsinho (Reprodução/Internet)



