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Política

“Nunca vi propina para pagar mais imposto”, dispara Reinaldo em entrevista

Reinaldo foi alvo de delação dos donos da JBS que originaram a Operação Vostok

13 setembro 2018 - 13h16Da redação

No final da manhã desta quinta-feira (13), o candidato ao governo do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) participou, na sede da TV Morena, da série de entrevistas que a emissora está promovendo.

Ele foi questionado sobre a acusação de recebimento de propina no caso da JBS. Na resposta, Reinaldo disse que isso nunca aconteceu e que a prova está muito clara. “Eu nunca vi alguém pagar propina para pagar mais imposto. Isso não existiu. Essa é a fala do delator, que é um ‘bandido’, que é réu confesso, que o Ministério Público Federal que aceitou a delação, pediu para anular a delação. Agora não quero que anule a minha parte, eu quero prestar contas até o fim, devo isso a sociedade”, enfatizou.

Azambuja também foi questionado em relação a seu filho, Rodrigo Souza e Silva, que é apontado, no relatório da Polícia Federal, como quem ajudou a montar o esquema de cobrança de propina. Reinaldo saiu em defesa de Rodrigo, dizendo que ele é uma pessoa de boa índole.

“Qualquer pai defende seu filho, em qualquer circunstancia. Ainda mais sabendo que meu filho é uma pessoa correta não teve essas tratativas com esses ‘picaretas’. Se tivesse alguma verdade, o Ministério Público não pediria para anular a delação. Então, são mentirosos, estavam mal acostumados, tinham termos de acordo lá atrás, e não quero responder pelos governos do passado, quero responder pelo meu, os atos que fiz a partir de janeiro de 2015. Enquadramos eles dentro da regra de toda a cadeia produtiva”, disse.

Reinaldo ainda ressaltou que os adversários tentaram prejudicar sua candidatura com o vazamento de informações a imprensa.

“Eu tenho que provar isso, mas não tive oportunidade. Aí vieram com uma “orquestração”, inclusive vou representar no conselho nacional do MP , contra essa ação midiática, vazada a imprensa , e que há dois dias, os nossos adversários postando que algo iria acontecer para me prejudicar. Eu devo prestar contas a população do MS e vou fazer”, ressaltou.

Também foi perguntado sobre Márcio Monteiro, que é apontado por emitir as notas frias. Questionado que após a denuncia, em vez de afasta-lo, Márcio foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que é o órgão que fiscaliza o uso do dinheiro público, Reinaldo o defendeu alegando a inocência dele. “Eu confio no Márcio. Eu não posso confiar num delator que disse uma coisa e a verdade não é do delator. O eleitor não pode olhar a condenação precoce de ninguém. O trânsito julgado de um processo é direito de qualquer cidadão brasileiro e está na Constituição. Agora, eu tenho certeza da inocência do Márcio e dos outros” disse.

Azambuja disse ainda que só agora está tendo chance de se defender das denúncias feitas a ele. “Não são atos do governo. Parece que a verdade está de um lado só, mas agora é o momento da gente provar, que depois de 1 ano e 4 meses, agora que estamos tendo a oportunidade de entregar documentos, que a ente possa falar no processo. Eu não tive essa oportunidade. Não temos nada a esconder e vamos responder tudo o que a Justiça perguntar”, defendeu Reinaldo.

Azambuja reafirmou que irá continuar o “bom trabalho “ que vem realizando desde 2015, quando assumiu o governo. “eu gostaria de continuar mais quatro anos trabalhando com muita responsabilidade, com muita transparência, que foi o que nosso governo teve e com muita decência, porque a classe política tem que ser decente”, concluiu.

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