Campo Grande tem duas novas Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), que deveriam dar todo o suporte para a população (Leblon e Moreninhas), mas devido ao atraso da informação da conclusão das obras, ao Governo do presidente em exercício Michel Temer, até agora a saúde municipal deixou de receber mais de R$ 1,25 milhão. Enquanto isso, uma terceira unidade no Jardim dos Perdizes está abandonada somando mais um problema para a gestão do prefeito Alcides Bernal (PP).
A assessoria do Ministério Público Estadual informou que existe ação no Ministério Público Federal (MPF) por conta da verba da União e classifica a situação como “preocupante”. Entramos em contato com o Ministério da Saúde em Brasília, que por meio da assessoria de imprensa no respondeu em nota que o incentivo total da UPA 24 Horas Moreninhas foi de R$ 2,6 milhões e a portaria de custeio está em trâmite na pasta.
“Já a UPA Jardim Leblon teve incentivo financeiro de investimento no valor de R$1,95 milhão. Até o momento, foi repassado R$ 1,59 milhão referente à primeira e segunda parcelas pactuadas para a obra. A terceira e última parcela, no valor de R$ 360 mil, será paga quando o gestor local inserir no Sistema de Monitoramento de Obras do Ministério da Saúde (SISMOB) atestado de conclusão de obras e comprovação do início de funcionamento da unidade, o que ainda não ocorreu”, esclarece o Ministério da Saúde.
A UPA Moreninhas deveria ter sido entregue em 2012 com o valor orçado em R$ 3,7 milhões. Há cinco anos a população esperava a conclusão das obras e, neste período, uma quantia não identificada continuou a entrar. Se somarmos "apenas" o valor orçado com o do Ministério da Saúde seriam R$ 6,1 milhões para somente uma unidade de saúde. A UPA Leblon começou a ser construída em 2012 e foi abandonada duas vezes com orçamento médio de R$ 2,2 milhões fora o do Ministério da Saúde.
Para promotora Paula Volpe, responsável pela eficácia e qualidade da Saúde em Campo Grande, a situação é difícil. "É complicado. A saúde aqui na Capital é uma coisa que nos preocupa muito. O que posso dizer é que estamos cobrando que melhore, que a população tem que ser melhor atendida. Fica difícil avaliar se a gestão está agindo corretamente ou não. O que posso dizer é que na visão do Ministério Público algumas situações precisam ser melhoradas".
Como funcionam os repasses federais
O Ministério da Saúde fornece recursos e apoio técnico para que os estados e municípios possam construir, ampliar ou reformar Unidades de Pronto Atendimento. O cronograma de repasse é feito à medida que os gestores comprovam o andamento da obra. A primeira parcela é enviada após a apresentação do projeto, a segunda diante da apresentação da ordem de início de serviço e a terceira é liberada depois da conclusão, conforme estabelecido em portaria ministerial. Além do recurso de investimento do Ministério da Saúde, o gestor é responsável pela contrapartida para compor o valor da obra e por contratar a empreiteira, acompanhar a execução e finalização das obras.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Thalles Tomazelli mobiliza prefeitos de MS diante das mudanças da reforma tributária

PSOL se divide sobre federação com PT

Marisa Serrano debate sua trajetória com a presença de mulheres tucanas no Café com Política

Com PEC aprovada, guardas municipais podem ser chamadas de Polícia Municipal

Adriane Lopes veta projeto que aumentaria transparência em contratos e convênios

Prefeita veta projeto que proíbe multas de trânsito por câmeras em Campo Grande

Paulo Duarte sinaliza possibilidade de ir para o PSDB

Gerson Claro mantém nome disponível para o Senado até abril

Por unanimidade, STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro






