Menu
Menu
Busca quinta, 05 de março de 2026
Gov Dá para chegar lá - Fev25
Política

Oito ministros serão investigados por terem recebido quase R$ 50 milhões

15 abril 2017 - 09h08Agência Brasil

Os oito ministros citados por delatores da Operação Lava Jato serão investigados por terem recebido pelo menos R$ 48,8 milhões de forma ilegal. Todos foram citados como envolvidos no esquema de corrupção investigado pela força-tarefa da Lava Jato, nos depoimentos de 17 delatores da empresa Odebrecht, que assinaram acordos de colaboração premiada com a Justiça.

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a abertura de inquéritos contra os oito ministros.

Moreira Franco e Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ministro da Secretaria de Governo, Moreira Franco, serão investigados em um mesmo inquérito, no qual o Ministério Público Federal apontou indícios de que ambos pediram recursos ilegais para campanhas eleitorais do PMDB.

Eles foram citados nos depoimentos de seis delatores da Odebrecht, incluindo o do ex-presidente-executivo do grupo, Marcelo Odebrecht. Moreira Franco teria pedido R$ 4 milhões para a campanha de 2014, garantindo em troca a inclusão de cláusulas favoráveis à empresa nos editais de concessão de aeroportos. O dinheiro teria sido entregue a uma pessoa com o codinome “Primo”, em endereços que correspondem ao escritório pessoal de Eliseu Padilha.

Padilha também será investigado em um segundo inquérito, ligado a irregularidades em obras do Trensurb, em Porto Alegre. Segundo as delações, ele solicitou o pagamento de 1% do valor do contrato, em decorrência de sua possível interferência no processo licitatório, o que corresponde a R$ 3,2 milhões.

Em nota, Padilha disse que confia nas instituições brasileiras e tem certeza de que "com a abertura das investigações lhe será garantida a oportunidade para exercer amplamente seu direito de defesa”. Moreira Franco disse que não comentará as informações divulgadas.

Gilberto Kassab

A maior quantia apontada nas delações teria sido recebida pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Ele foi apontado por quatro delatores por ter recebido cerca de R$ 20 milhões em vantagens indevidas entre 2008 e 2014, enquanto foi prefeito de São Paulo e, depois, quando ocupou os cargos de ministro das Cidades e da Ciência e Tecnologia do governo Dilma Rousseff.

Kassab está sendo investigado por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Em nota, o ministro disse não ter tido acesso oficialmente às informações contra ele, mas que é necessário ter cautela com depoimentos de colaboradores. Ele afirmou que “os atos praticados em suas campanhas foram realizados conforme a legislação”.

Blairo Maggi

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, é apontado pelos delatores por ter recebido R$ 12 milhões da Odebrecht quando ele ainda era governador de Mato Grosso. O valor seria para a campanha de reeleição do político em 2006.

Em nota, Blairo Maggi informou que não recebeu doações da Odebrecht em suas campanhas eleitorais e não tem qualquer relação com a empresa ou os seus dirigentes. Maggi também afirmou que tem a consciência tranquila de que nada fez de errado.

Marcos Pereira

O ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, é acusado pelos delatores de ter recebido R$ 7 milhões. O dinheiro seria para manter o apoio do partido do ministro, o PRB, à coligação que elegeu Dilma Rousssef e Michel Temer em 2014.

O ministro Marcos Pereira disse estar à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários e que sempre agiu dentro da lei enquanto presidente de partido, buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais.

Helder Barbalho

Os delatores da Odebrecht também acusam Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional, de receber R$ 1,5 milhão em vantagens indevidas não contabilizadas para sua campanha ao governo do Pará, em 2014.

Barbalho nega que tenha cometido ilegalidades e diz que todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), que aprovou todas as suas contas.

Bruno Araújo

Os ex-executivos da Odebrecht dizem que pagaram R$ 600 mil para o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a pretexto das campanhas eleitorais em 2010 e 2012. O dinheiro não teria sido contabilizado pela Justiça, o que configuraria caixa 2.

O ministro das Cidades será investigado por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Em nota, Bruno Araújo afirma que pediu doações a diversas empresas, inclusive à Odebrecht, o que era permitido. E que sempre atuou, durante o mandato, em prol dos interesses coletivos.

Aloysio Nunes

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, é acusado de receber R$ 500 mil para campanha ao Senado de 2010. Os delatores afirmam que o pedido foi feito enquanto Nunes era secretário da Casa Civil do governo de José Serra, em São Paulo. Em troca, o atual ministro teria se comprometido a ajudar a empresa na negociação de contratos de obras de infraestrutura no estado.

Aloysio Nunes está sendo investigado por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, crime contra ordem tributária e fraude em licitação. Em nota, o ministro disse que só irá se manifestar quando tiver acesso ao teor do inquérito.

Reportar Erro
Unimed Seu Sim Muda Tudo - Mar26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Foto: Izaias Medeiros/Câmara
Política
Vereadores analisam criação da Clínica da Família Itinerante
Pai brincando com criança em parque
Política
Licença-paternidade de até 20 dias é aprovada no Senado
Advogado de Sérgio Assis se posiciona sobre operação Agro-Fantasma: "Meu cliente não foi preso"
Política
Advogado de Sérgio Assis se posiciona sobre operação Agro-Fantasma: "Meu cliente não foi preso"
Tereza Cristina foi relatora
Política
Senado aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia
VÍDEO: 'MS não tem espaço para esquerda', diz Flávio Bolsonaro em encontro com Riedel
Política
VÍDEO: 'MS não tem espaço para esquerda', diz Flávio Bolsonaro em encontro com Riedel
Lula, atual presidente do Brasil
Política
Lula faz apelo à paz, condena corrida armamentista e critica ONU
Parte dos deputados que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Redação
Política
Presidentes da CCJR e Comissão de Saúde são reconduzidos na Assembleia
Nikolas Ferreira, a influenciadora Jey Reis, Mariel Batista e o pastor Guilherme Batista, da Lagoinha em outubro de 2022
Política
Nikolas Ferreira usou avião ligado a dono do Banco Master em campanha de 2022
Lula esteve em agenda em São Paulo
Política
Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo sobre fim da 6x1
Douglas Alves Mandu - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Polícia
Pastor acusado de estupro pede para deixar Conselho de Ética de Pastores de Campo Grande

Mais Lidas

UPA Universitário, onde aconteceu o caso
Polícia
Menina de 9 anos morre em UPA de Campo Grande
Cadeia pública - Foto: Ilustrativa / Reprodução
Polícia
Policiais presos em cadeia na Capital enfrentam riscos em contato com detentos comuns
Douglas Alves Mandu - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Justiça
Justiça nega medida protetiva a menina que denunciou estupro de pastor em Campo Grande
Depac Cepol, em Campo Grande, onde o caso foi registrado
Polícia
Adolescentes matam aula para encontrar homem e são abusadas sexualmente em Campo Grande