A Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo ouviu nessa quarta-feira (13) um perito sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Alberto Carlos de Minas afirmou ter visto um buraco de tiro na cabeça do motorista de Juscelino. O ex-presidente morreu no dia 22 de agosto de 1976, em um acidente de carro na Via Dutra.
Alberto Carlos esteve na capital especialmente para o depoimento. Em pouco mais de uma hora, ele relembrou como foi a exumação dos restos mortais do motorista Geraldo Ribeiro, feita em 1996. Minas afirmou que foi proibido de fotografar aquela exumação e que, sem querer, alguém revelou algo que não deveria.
“Abrindo-se a caixa, levantou o crânio. Quando eu vi o crânio, eu vi um buraco de bala. Um provável orifício provocado por entrada ou saída de projétil de arma de fogo. Não consegui fazer a fotografia, eles fecharam.”
A Comissão da Verdade de São Paulo pediu a exumação do crânio do motorista. E decidiu encaminhar tudo o que foi apurado até agora sobre a morte de Juscelino Kubitscheck para a Comissão Nacional da Verdade, para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-presidente.
“Que reconheça o assassinato do ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Que o país, que o Brasil reconheça que o regime militar matou Juscelino Kubitscheck, esse vai ser o nosso pedido”, asseverou o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da comissão.
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(Imagem: reprodução) 



