A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira (11), outros três investigados no inquérito que investiga a criação de um plano para golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro, com o objetivo de impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos nomes é Aparecido Andrade Portela, conhecido como 'Tenente Portela', militar da reserva do Exército e suplente da senadora Tereza Cristina (PL-MS). Seu nome já havia sido identificado pela PF como intermediário entre o governo Bolsonaro e financiadores de atos antidemocráticos.
Além de Portela, Reginaldo Vieira de Abreu, ex-chefe de Gabinete do general da reserva Mario Fernandes na Secretaria-Geral da Presidência, acusado de atuar no planejamento do golpe, e o militar Rodrigo Bezerra de Azevedo, kid-preto do Exército, acusado de participar do trabalho de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foram indiciados pela corporação.
Com essa nova decisão, passa para 40 o número de indiciados pela tentativa de golpe, dentre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, os ex-ministros Braga Netto e Augusto Heleno, e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
Churrasco
Portela, que é amigo de Bolsonaro desde os anos 1970, visitou o ex-presidente ao menos 13 vezes em dezembro de 2022, e em mensagens enviadas a Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente durante o governo passado, utilizada o termo "churrasco" para se referir ao golpe de estado.
Após os atos de 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, Portela demonstrou preocupação com a identificação de participantes de Mato Grosso do Sul e com a devolução de recursos a financiadores.
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Tenente Portela e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)



