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Política

Reunião com Energisa na Câmara acaba mal, e vereadores prometem CPI

A empresa diz que não existem falhas e disponibiliza somente o parcelamento de contas e por isso os parlamentares decidiram pela abertura de CPI

25 janeiro 2019 - 13h23Da redação
Política

Reunião com Energisa na Câmara acaba mal, e vereadores prometem CPI

A empresa diz que não existem falhas e disponibiliza somente o parcelamento de contas e por isso os parlamentares decidiram pela abertura de CPI

25 janeiro 2019 - 13h23Da redação    atualizado em 25/01/2019 às 22h40

Em reunião na Câmara nesta sexta-feira (25), representantes do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, vereadores, deputados, conselhos e população, discutiram e relataram problemas relacionados aos serviços e tarifas da concessionária Energisa. A principal situação apontada foi o aumento na conta de energia elétrica no mês de janeiro, e sem a possibilidade de suspensão da cobrança os parlamentares querem formar uma Comissão Parlamentar  de Inquérito (CPI) para cobrar a empresa.

Os vereadores Valdir Gomes, Dharleng Campos, Betinho, Delegado Wllington e Dr. Livio foram pontuais em fazer cobranças para que a empresa explique os motivos do aumento na conta. Para eles, não existe transparência nas medições e as faturas são de difícil entendimento ao consumidor. “Como você acredita nessa conta de energia, se está utilizando os mesmos aparelhos e da mesma maneira?” questionou  Dharleng Campos que presidiu a reunião e chegou a pedir a suspensão das contas de janeiro.

O deputado federal Coringa chegou a dizer que registraria boletim de ocorrência contra a empresa e que está sofrendo ataques devido as denúncias. “É um assalto sem arma, a Energisa resolveu me atacar, mas eu não vou desistir de cobrar explicações”, exclamou o deputado.

Marcelo Monteiro Salomão representante do Procon Estadual disse ao JD1 Notícias, que fez levantamentos sobre as questões pontuadas por consumidores e Proncons de todo o estado, e que o órgão preparou ofício questionando a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sobre a regulação da Energisa. “Tivemos relatos de contas que não tiveram aumento no quilowatt/ hora, mas tiveram a alta na conta, e isso é somente uma das questões que devem ser verificadas”.

Além de explicações sobre a alta na conta, Salomão falou sobre a possibilidade da não cobrança de vistoria o relógio, promoção de política para o consumidor, desburocratização para ressarcimento de dano ao consumidor em caso de descarga elétrica e queima de eletrônicos, melhor resposta no 0800 e até mesmo que a Energisa não faça o corte de luz sobre as faturas de janeiro até que todas as situações sejam verificadas.

No decorrer da reunião todas as pessoas colocaram em dúvida a transparência e serviços da concessionária. Mas, o representante da empresa Jonas Ortiz Rudis disse que não houve alteração na tarifa, que não houve erros na medição e que desde junho do ano passado até janeiro de 2019, o consumo de energia elétrica aumentou devido às altas temperaturas. 

 “Nós tivemos aumento de consumo, foram registrados 13 picos de consumo em Mato Grosso do Sul, no mês de dezembro de 2018, e agora em janeiro já registramos dez recordes. A onda de calor provoca isso, e a tendência é que em fevereiro as contas cheguem com alta novamente”, explicou.

Ele disse que se o consumidor tiver dúvidas sobre o medidor deve procurar o Inmetro e solicitar aferição do aparelho e que o parcelamento da conta é uma oportunidade. Sobre as dúvidas, a Energisa pede que aquele que sentir lesado procure a empresa para a verificação.

Sem alternativas diferentes do que já haviam sido acordado pela empresa, o vereador Valdir Gomes, disse ao final da reunião que uma CPI será criada ao retorno dos trabalhos legislativos além do envio de requerimentos e ofícios. “Eu estou indignado, pelo jeito a população fica sem saída, já que a empresa diz estar certa em tudo, vamos abrir uma CPI”.

O que o consumidor pode fazer

A Defensora Pública Eni Maria Diz, explica que questões de consumo são tratadas com frequência na Defensoria e que o aumento sazonal pode ocorrer em até 40%, mas fora disso, já se torna fora do razoável. Os consumidores podem procurar a Defensoria para auxílio ao sentir lesado pela concessionária. 

No estado existem os Procons que também fazem a análise.

 

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