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Política

Riedel anuncia restauração do Forte Coimbra

A obra está orçada em R$ 19 milhões e teve a pedra fundamental lançada neste sábado (20)

21 setembro 2025 - 11h41Brenda Assis     atualizado em 22/09/2025 às 14h00

Em comemoração aos seus 250 anos, o Forte Coimbra, localizado no Pantanal, será totalmente restaurado, com apoio do Governo do Estado. O local é um dos símbolos históricos de Mato Grosso do Sul.

Para preservar a história e a memória da construção, durante a celebração realizada neste sábado (20) foi lançada a pedra fundamental da obra de restauração do monumento, orçada em R$ 19 milhões.

O governador Eduardo Riedel e o ministro da Defesa, José Múcio, além do comandante do Exército, general Tomás Paiva e o comandante do CMO (Comando Militar do Oeste), general Alcides de Faria, participaram da solenidade militar organizada pelo CMO, na base localizada no Pantanal – na região do Nabileque, em Corumbá.

“Eu estive no Forte Coimbra para conhecer um pouco de toda a história, a gente não pode esquecer, em momento algum da nossa origem, formação, de onde viemos. Passamos por uma transformação, no eixo de segurança alimentar e de transição energética, e temos na sustentabilidade o grande ativo dessa transformação. E quando associamos sustentabilidade com a nossa história, que é um ativo imaterial, eu não tenho dúvida nenhuma que aqui tem um ativo com potencial fantástico”, disse Riedel.

Importante para a história do Brasil, o Forte de Coimbra – marco da engenharia militar brasileira – desempenhou papel estratégico na defesa do território durante a definição de limites entre Portugal e Espanha.

"A melhor forma de nós projetarmos o futuro é conhecermos a nossa história, respeitarmos os nossos heróis, ter conhecimento de quanto foi difícil a luta por eles. Hoje é difícil chegar aqui, imagine naquela época cuidar das nossas fronteiras”, disse José Múcio, ministro da Defesa.

A construção data de 1775 – na margem direita do Rio Paraguai, próximo à tríplice fronteira com a Bolívia e o Paraguai – e foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1974.

Ao longo de sua trajetória, a fortaleza testemunhou diversos conflitos, como a Guerra da Tríplice Aliança, em 1864, e se consolidou como base de apoio em operações das Forças Armadas no combate a ilícitos fronteiriços e na proteção do Pantanal, incluindo ações de prevenção e controle de incêndios florestais.

Com a reforma ampla, o Forte estará apto a pleitear o título de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), fortalecendo sua relevância histórica, cultural e estratégica.

Também participaram da solenidade o vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) e os secretários Antonio Carlos Videira (Sejusp), Jaime Verruck (Semadesc) e Marcelo Miranda (Setesc), além do presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de MS), desembargador Dorival Pavan e o presidente da ALEMS (Assembleia Legislativa de MS), deputado estadual Gerson Claro, e outras autoridades militares do país.

Restauração

As obras incluem a implantação da MS-454, obra de R$ 40 milhões que visa fomentar o potencial turístico sustentável do Forte de Coimbra, promovendo a preservação histórica e cultural, a educação patrimonial, reforçando a imagem de Mato Grosso do Sul e do Brasil no cenário internacional.

“Convido a iniciativa privada a participar desse processo, porque é um monumento que certamente vai ser reconhecido pela Unesco, o processo já está avançado, é uma referência global para a história da América do Sul. O Exército Brasileiro tem sido um grande parceiro, no processo como um todo de elaboração do projeto, da empresa que está assessorando, que fez o projeto de revitalização e restauração. Então, é um patrimônio do Brasil que o Exército tem um carinho enorme por ele e nós também. A parceria é mais do que natural e nós seguimos firmes para viabilizar essa restauração e a valorização desse ativo histórico que o Mato Grosso do Sul detém", disse Riedel.

A restauração foi contratada pelo Iphan e viabilizada por meio de um acordo entre CMO e a APPA (Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes), que fará a captação de recursos por meio da pela Lei de Incentivos.

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