O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), esteve nesta sexta-feira (27), no café com Política, onde falou sobre lideranças regionais, erros, acertos e falta de chapa pura emedebista. Ele também respondeu sobre a saída da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet do partido, agora filiada ao PSB para disputar o Senado por São Paulo.
Ao ser questionado pelo JD1 sobre a frequente promessa de renovação do MDB, o ex-ministro apontou que nem todo quadro, mesmo forte, tem tendência para a liderança, o que dificulta uma renovação concreta.
Marun também criticou a estratégia do ex-governador André Puccinelli nas eleições passadas, afirmando que a falta de um candidato ao Senado aliado contribuiu para a derrota inesperada do MDB. “O André Puccinelli errou em não lançar candidato ao Senado com ele na eleição passada. Alguém que fosse defender ele abriu mão aí de dois, três minutos de televisão, que poderia ser concedido pra alguém que fosse ali defender a verdadeira dele. Ele ficou sozinho se auto elogiando. Isso não é positivo”, pontuou.
Marun ainda refletiu sobre a Saída de Simone Tebet, que segundo ele "se assustou", com o desenho político no Estado, e defende que a ministra teria boas chances se concorresse pelo eleitorado sul-matogrossense. “Eu sempre defendi que ela devia ser senadora pelo MDB de Mato Grosso do Sul, até que só fui falar nessa possibilidade de eu ser candidato ao Senado, depois que ela desistiu. Ela tomou uma decisão que a gente tem que respeitar”, declarou.
Tebet, que construiu a carreira política em Mato Grosso do Sul, tendo sido prefeita, deputada estadual, vice-governadora e senadora, confirmou a mudança em publicação nas redes sociais. Marun destacou que sempre considerou Tebet como a “nome natural” do MDB para o Senado, mas respeita a decisão dela.
Sem pré-candidato oficial para o Executivo, Marun confessou que deixou o nome à disposição, apesar de acreditar que não teria os mesmos votos do passado, por estar afastado do cenário eleitoreiro. “Tenho clareza de que é um desafio, mas é uma possibilidade real que o partido pode avaliar”.
“Se o partido entender que quer uma candidatura ao Senado, eu estou à disposição. Tenho experiência política, não me assusta enfrentar a eleição e posso representar o MDB nesta disputa”, afirmou Marun.
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