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Política

"Sem compreensão sobre a Previdência, futuro será apenas uma utopia", diz Riedel

De acordo com o secretário, Mato Grosso do sul é o estado mais enxuto do Brasil

13 junho 2019 - 15h45Rauster Campitelli, com informações da assessoria

"A reforma da Previdência representa muito mais do que um alicerce fundamental para reequilibrar as contas públicas nacionais É o primeiro passo, e decisivo, para que outras reformas possam acontecer e o Brasil encontre uma nova rota de crescimento e recuperação dos empregos". É assim que o secretário de Governo, braço direito do governador Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel, define a importância da aprovação do texto original, com a inclusão de estados e municípios, como condição para a superação da atual crise econômica e de governabilidade que o país amarga. 

“Essa reforma é emblemática, porque, sem ela, não haverá o necessário resgate da confiança. E sem confiança não há investimento; sem investimento, não há crescimento e sem crescimento não tem milagre, não há geração de empregos e renda”, explicou o secretário.

Ele espera que, ao final, prevaleça o bom senso. “Ou se tem um clima de entendimento e de compreensão por parte de todos, de que as reformas não são deste ou daquele ministro, deste ou daquele partido, ou o futuro será apenas uma utopia”. Riedel lembra que a maioria dos governos estaduais está passando por grandes dificuldades para fechar as contas e Mato Grosso do Sul só está entre os estados que pagam os salários em dia porque o governador Azambuja fez as reformas que o Brasil ainda não fez, adotando medidas duras, austeras, mas necessárias para equilibrar receita e despesa.

“Fizemos a lição de casa: enxugamos a estrutura administrativa e hoje somos o estado mais enxuto do Brasil; reformamos a Previdência; aprovamos um teto para os gastos públicos dos três Poderes; revisamos todos os incentivos fiscais; e está em curso um drástico esforço de mais redução do custeio, para garantir a solvência do estado”, afirmou.

Para Riedel, chegou a hora da formação de uma nova consciência sobre os limites dos governos e de suas atribuições: “O governo não pode tudo. E esse estado gigantesco, perdulário e irresponsável e que nos levou ao centro da maior e mais longa recessão da história da República”, apontou o secretário de Governo, que defende um novo modelo de gestão, de qualificação dos gastos públicos e de parceria com os setores produtivos, para remodelar o próprio processo de desenvolvimento nacional.

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