Durante entrevista na manhã desta quinta-feira (21), a senadora Simone Tebet (MDB-MS), afirmou que não acredita ser um momento adequado para falar sobre um possível processo de impeachment, visto que o País passa por os problemas relacionados à corrida por insumos para produzir as vacinas. A entrevista foi dada rádios Capital 95 FM e CBN Campo Grande.
A senadora disse que a abertura de um possível processo depende da Câmara dos Deputados e não acredita que nenhum dos candidatos à presidência daquela Casa coloque isso na agenda agora.
“Não acho saudável hoje para o Brasil falar em impeachment. Não é o momento, nós temos que estar unidos num esforço muito maior contra o inimigo mortal. Temos que gerenciar essa crise sanitária do coronavírus, ajudando o governo federal. Temos muitos problemas a serem resolvidos para nos preocuparmos com desunião”, disse em entrevista à CBN Campo Grande.
A senadora ainda lembrou das outras reformas estruturantes necessárias ao país para destravar a economia, promover um melhor ambiente de negócios, atrair investimentos e gerar emprego e renda. Simone Tebet reforçou que representa uma candidatura independente. “Não ter submissão a um padrinho faz muita diferença”.
Para a primeira mulher candidata à presidência do Senado, é momento de “olhar pra frente, passar uma borracha no que passou, e começar o ano de 2021 pensando em salvar vidas”. Sobre eleições de 2022, Simone preferiu não responder. “Precisamos primeiro sobreviver a 2021, depois pensamos em sucessão”.
Ao programa Tribuna Livre, da Rádio Capital 95 FM, a senadora lamentou a ingerência do Executivo na eleição do Senado. Ela lembrou de levantamento da Inteligov, consultoria especializada em analisar dados do Legislativo, que destaca que ela votou mais com o governo que o candidato da presidência da República (Rodrigo Pacheco) nas pautas do Senado. “A independência é para ajudar, não para prejudicar o governo. A independência é importante porque nos momentos de grandes decisões você pode dizer: por esse caminho não vai dar certo”.
A senadora admitiu que sua candidatura enfrenta um governo que está fazendo pressão através de ministros pedindo para votar no concorrente. “Isso dificulta, sim. Se não, já teríamos os votos necessários por tudo o que construímos. Mas isso faz parte do jogo. Eu estou muito otimista”, disse à Rádio Capital 95 FM.
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