O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou à CNN Brasil que a votação do PL Antifacção está mantida para esta terça-feira (18), apesar das tensões em torno do texto. A principal resistência do governo federal, especialmente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recai sobre o corte de recursos destinados à Polícia Federal previsto na versão atual do projeto.
A quarta versão apresentada pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP), reduz, segundo cálculos do próprio governo, R$ 27 milhões do orçamento da PF, além de retirar R$ 300 milhões de fundos de segurança pública e de combate às drogas. O temor da área de segurança é que o enxugamento comprometa operações estratégicas justamente no momento em que o projeto busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.
Hugo Motta afirmou que o relator continua ajustando o texto para ampliar o consenso antes que ele chegue ao plenário. Mesmo assim, partidos de direita devem apresentar destaques – entre eles, a proposta do deputado Alberto Fraga (PL-DF) que acelera o bloqueio de bens de integrantes de facções criminosas.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já sinalizou que pretende definir um relator nesta semana, com o objetivo de votar a matéria ainda em 2025.
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Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Marina Ramos/Câmara dos Deputados)



