Os vereadores Leinha e Wilson Lands, ambos do Avante, articulam junto à direção nacional do partido uma possível intervenção no diretório estadual e municipal em Mato Grosso do Sul. A movimentação ocorre após a saída da vice-prefeita de Campo Grande da legenda e do ex-presidente estadual, Lúcio Soares, que deixou o cargo no fim do ano passado. Atualmente, o portal do TSE não registra composição executiva do partido no Estado.
Wilson Lands afirmou que ele e Leinha estão finalizando uma data para se reunir com o presidente nacional, Luis Tibé, em Brasília. Segundo ele, o objetivo é reorganizar o partido para viabilizar candidaturas em 2026. “Nós também pretendemos aí se lançar em uma chapa federal, estadual. O Leinha vem aí como deputado federal, eu posso vir como estadual, mas pra isso a gente tem que ter uma executiva tanto municipal e estadual que funcione”, disse.
O vereador criticou a condução interna da legenda. “Hoje o Avante aqui, lamentavelmente, não conversa com as lideranças. Nem lá atrás, quando se escolheu aí o nome da vice-prefeita, os filiados foram chamados pra opinar”, afirmou. Ele defende a criação de uma nova executiva. “A gente quer criar tudo novo. Nos dando essa liberdade, criar uma executiva estadual com novos nomes, municipal com novos nomes.” E fez um alerta. “Se continuar assim e a nacional não intervir, o nosso caminho em 2028 é sair do partido.”
Leinha confirmou que busca diálogo com a direção nacional. “Acabei de ligar para o presidente nacional para conversar com ele. Ele está tentando protelar isso daí já há algum tempo, para a gente poder ir para Brasília”, declarou. Segundo ele, a prioridade é dar estrutura ao partido antes de assumir qualquer comando. “Não adianta só colocar o nome lá e você não ter estrutura nenhuma. A gente quer realmente disputar algo que exista possibilidade", concluiu.
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Wilson Lands e Leinha (Divulgação/Câmara)



