O Plano Diretor da capital, que deve ser enviado nesta segunda-feira (3) para a Câmara Municipal, após o prefeito Marquinhos Trad e sua assessoria o terem analisado, não terá mudanças significativas.
Isso por que as emendas aprovadas pelos vereadores, não alteraram em nada, a essência do plano, construído por varias mãos, inclusive pelo Ministério Publico e pela população em dezenas de audiências públicas.
Um dos técnicos que participou da missão, de interpretar o Plano Diretor, e informar o prefeito, disse ao JD1 Notícias, que "não houveram mudanças no que interessa". Segundo essa voz, foram sugeridos vetos, em itens que não são atinentes ao Plano, como "criar o plano funerário municipal, que impõem lixeiras subterrâneas, e que tira 1% da receita da Águas Guariroba em favor do meio ambiente".
O Plano deve seguir hoje para a Casa de Leis, e segundo apurado pelo JD1, há uma tendência dos vetos do prefeito serem mantidos em sua maioria. Os pontos polêmicos seguem inalterados.
O Plano Diretor foi aprovado no dia 1º de novembro, e possui 156 emendas que foram elaboradas por uma Comissão Especial. A proposta trata das normas para expansão e organização da cidade para os próximos 30 anos, no que se refere ao meio ambiente, urbanismo, sustentabilidade e uso e ocupação do solo. O prefeito teve o prazo de 15 dias para analisar a proposta e devolver com eventuais vetos para serem apreciados novamente pelo Legislativo.
Polêmicas no decorrer de 2018
Desde março de 2018, o Plano Diretor vem sendo tema de avaliações do Ministério Público Estadual e audiências públicas na Casa de Leis. A votação era prevista para o mês de maio, mas se estendeu ao longo do ano, sendo votado somente em novembro, devido a questões polêmicas como, por exemplo, o coeficiente único de construção.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, chegou a pedir mais celeridade no processo em outubro. “Por fim a esta questão, é retomar a movimentação na construção civil, que tanto gera emprego. É isso que está em jogo”, declarou.
Apesar de o prazo final ter extrapolado o previsto, o presidente da Casa de Leis João Rocha disse em entrevista ao JD1, que os vereadores não receberam pressão de nenhuma forma. “É com um bom diálogo que vamos produzir o melhor documento possível, estamos aqui juntos com os colegas das comissões para mostrar a transparência que esta Casa tem procurado agir”, afirmou.
O Plano Diretor foi elaborado com em aspecto social, ambiental, setor imobiliário, políticas territoriais, econômicas e culturais. Foram implantados no Plano a questão da incorporação do Portal da Lagoa, redução dos vazios urbanos e coeficiente único para construção que deverá continuar a ter valor diferenciado em setores.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Beto Pereira garante R$ 550 mil para projetos de futsal e taekwondo

Vídeo: Nelsinho Trad critica polarização e pede mais "entregas"

Romário retoma mandato no Senado após quatro meses de licença

Câmara Municipal de Campo Grande vota três projetos e dois vetos em sessão desta quinta

ALEMS analisa projeto que cria campanha contra adultização infantil nas redes sociais

Projeto aposta em prevenção com ensino de primeiros socorros

Com serviços essenciais, MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos

Coronel David defende organização política e filiação ao PL

CPI troca membros, derruba relatório e acirra crise com STF


O Plano Diretor foi aprovado no dia 1° de novembro em votação na Câmara (Divulgação)



