Bebês prematuros e filhos de mães vivendo com HIV/aids em Mato Grosso do Sul passam a contar com acesso ampliado à vacina hexa-acelular. A medida temporária foi oficializada por meio da Resolução SES/MS n. 530/2026 e autoriza, até o fim do prazo de validade do lote disponível, a utilização do imunizante para novos esquemas vacinais nesse público.
A ampliação contempla bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias) ou com peso inferior a 1.500 gramas, além de filhos de mães vivendo com HIV/aids, sejam eles expostos ou infectados.
A vacina hexa-acelular reúne, em uma única aplicação, proteção contra seis doenças: difteria, tétano, coqueluche (pertussis acelular), hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite (vírus inativado). O imunizante reduz o risco de complicações graves na primeira infância e amplia a segurança para crianças em maior risco clínico.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, a decisão foi construída com base técnica e estratégia de gestão. “A ampliação temporária é resultado da articulação entre a Coordenadoria Estadual de Imunização e os CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais), com o objetivo de otimizar o uso das doses disponíveis na Rede de Frio estadual, evitando perdas e ampliando a proteção de quem mais precisa”, afirmou.
Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a medida alia responsabilidade sanitária e sensibilidade social. “Estamos falando de crianças que apresentam maior vulnerabilidade clínica. Ao ampliar temporariamente a indicação da hexa-acelular, garantimos proteção qualificada e, ao mesmo tempo, utilizamos de forma estratégica as doses disponíveis, evitando desperdícios e fortalecendo a cobertura vacinal no Estado”, destacou.
A distribuição das doses será feita para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, conforme estimativa populacional. Para o público contemplado pela ampliação temporária, não será necessária solicitação via E-CRIE, o que facilita o acesso e agiliza o início ou a continuidade do esquema vacinal.
A SES também reforça que as crianças vacinadas com a hexa-acelular dentro dessa estratégia não devem receber a vacina inativada contra poliomielite (VIP) de forma separada, já que a proteção contra a doença já está contemplada no imunizante.
Com a iniciativa, o Estado fortalece a política de imunização e reafirma o compromisso com a proteção integral da infância, assegurando acesso oportuno, segurança e uso responsável dos imunobiológicos disponíveis, especialmente para crianças em situação de maior vulnerabilidade.
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A ampliação contempla bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias) ou com peso inferior a 1.500 gramas (Foto:Bruno Rezende)



