Um homem, de 63 anos, morreu nesta segunda-feira (13) em Dourados, com suspeita de chikungunya. Ele passa a ser a segunda possível morte pela doença fora das aldeias indígenas da cidade, onde a epidemia começou a se espalhar.
De acordo com o boletim epidemiológico desta segunda-feira, até o momento seis mortes foram confirmadas e três seguem em investigação. Ele pode ser a segunda vítima fora da aldeia; a primeira é uma menina de 10 anos, que morreu dia 7 de abril.
Dourados já registra 3.572 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 1.634 foram confirmados e outros 2.652 aguardam resultado de exames. A taxa de positividade segue alta, em 69,6%, o que índica altíssima circulação do vírus.
O município de Dourados encontra-se em situação de emergência em saúde pública causada pela chikungunya, com predominância de casos agudos nas duas últimas semanas na população não indígena, enquanto, no território das aldeias, observa-se declínio desses casos.
Os dados ainda apresentam elevado número de internações, com início de sobrecarga nos atendimentos da rede de Atenção Primária à Saúde em território urbano, nos serviços de urgência e emergência, bem como na ocupação de leitos hospitalares.
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Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses, como zika e chikungunya (Foto: James Gathany/CDC-HHS)


