A sétima morte por chikungunya foi confirmada em Dourados, conforme notificado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que acompanha o avanço da doença no município. A confirmação foi divulgada nesta terça-feira (14) e acendeu novo alerta das autoridades de saúde.
A vítima é um homem indígena, de 77 anos, com câncer. Ele apresentou os primeiros sintomas em fevereiro e morreu no dia 14 de março, no Hospital Porta da Esperança, da Missão Caiuá.
Segundo o COE, todos os óbitos registrados até agora são de moradores da Reserva Indígena, onde há maior concentração de casos.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a situação é preocupante e exige mais atenção da população. “Infelizmente as pessoas estão relativizando o problema e percebemos que muitas famílias não estão levando essa epidemia a sério”, afirmou.
Os números mostram o avanço da doença. Só na reserva indígena, já são mais de 2 mil casos prováveis, com mais de 1,4 mil confirmações. Em toda a cidade, o total chega a 3.681 casos prováveis, sendo 1.701 confirmados.
Atualmente, 40 pessoas estão internadas com chikungunya em hospitais de Dourados. Além disso, outras três mortes seguem em investigação, incluindo uma criança de 10 anos.
A orientação das autoridades é para que a população redobre os cuidados para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, e ajude a conter o avanço da epidemia.
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Reunião do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (Divulgação)



