De janeiro a novembro de 2018, as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e quatro Centros Regionais de Saúde (CRSs) de Campo Grande registraram 1.063.566 atendimentos, segundo levantamento da Coordenadoria de Urgência e Emergência (CUR) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
Se comparado ao mesmo período de 2017, quando foram registrados 1.030.982 atendimentos, percebe-se um crescimento de pouco mais de 32 mil. Confira no gráfico abaixo o comparativo mensal dos dois anos citados:

O levantamento ainda revela que o atendimento adulto representa mais de 70% do volume total, sendo menos de 30% pediátrico. O resultado também aponta número expressivo de pacientes atendidos nas unidades de urgência classificados como azul e verde, ou seja, de menor gravidade que, em tese, poderiam ter o caso resolvido na atenção básica, na prevenção de enfermidades. 60% dos atendimentos se encaixam nesta categoria.
Para o coordenador de urgência da Sesau, Yama Albuquerque Higa, esse é o reflexo da “urgencialização”. “O paciente tem por hábito procurar diretamente uma UPA e ou CRS, porque ele espera que lá seja atendido, tenha o problema resolvido e seja liberado. Porém, o uso correto dos aparelhos de saúde é extremamente importante. Assim ele evita de chegar a uma unidade de urgência e ficar horas e horas para ser atendido, o que, consequentemente, gera desconforto e reclamação”, pondera. Para o coordenador, é importante que a população esteja sempre atenta à saúde, realizando exames com frequência e observando se sua saúde está em dia.
Classificação de risco
A classificação de risco é uma ferramenta utilizada nos serviços de urgência e emergência, que visa avaliar e identificar os pacientes que necessitam de atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica, potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. Ou seja, trata-se da priorização do atendimento, após uma complexa avaliação do paciente, realizada por um profissional devidamente capacitado, do ponto de vista técnico e científico.
O coordenador explica que a ferramenta é importante para definir a prioridade do atendimento e dar uma melhor assistência ao paciente que naquele momento está mais necessitado.
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60% dos atendimentos foram de menor gravidade, que poderiam ter o caso resolvido na atenção básica (Reprodução/Internet)



