O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta divulgou no sábado (28), o balanço de casos do coronavírus no Brasil que já chega a 3.904 mil, com 114 vítimas fatais, segundo ele o país deve se preparar para "poupar vidas, sabendo que haverá dias duros".
De acordo com o balanço, a taxa de letalidade no país está em 2,8%, um pequeno aumento dos 2,7% divulgados na sexta-feira (27). O número de casos registrados nas últimas 24 horas, portanto, soma 487.
São Paulo é o estado com maior número de infecções comprovadas, com 1.406 casos e 84 óbitos, com taxa de letalidade em 6%. O segundo estado com mais casos absolutos confirmados é o Rio de Janeiro, com 558 pessoas infectadas e 13 óbitos (letalidade em 2,3%). Minas Gerais vem em terceiro lugar, na contabilidade dos casos, com 558 comprovações, mas sem mortes registradas até o momomento.
Mandetta ainda falou que o isolamento vertical restrito a grupos de risco está por hora descartado como forma de enfrentar o novo coronavírus, ele classificou como “um desastre, um cenário de lockdown para todo país e a interdição total do sistema econômico social”, classificando o consenso que deve ser gerado com secretários municipais e estaduais incluindo o desempenho adequado do que é quarentena. “A verdade é que vamos descobrir como vai ser nossa sociedade, nossas fraquezas e fortalezas. A saúde não é uma ilha. A economia é, sim, muito importante na saúde”, afirmou.
De acordo com Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro está certo ao dizer que a crise econômica vai matar as pessoas. “Temos que buscar uma fórmula com o Ministério da Economia. A economia é muito importante para a saúde. O que colocamos em dúvida são os critérios dessas quarentenas adotadas pelos governos”, declarou.
O ministro também falou da necessidade de coordenar a logística de compras de produto de proteção individual aos profissionais de saúde, pois são compras disputadas de empresas nacionais e internacionais em momento de pandemia. "Deixem que nos preparemos para um estresse muito grande que vem lá na frente”, disse ele, lembrando que virão “muitas perdas” de vida, e o sistema de saúde precisa estar preparado para atenuar isso. “Vamos trabalhar para poupar vidas, sabendo que haverá dias duros”, afirmou Mandetta.
Ainda conforme o Ministério da Saúde, o momento de isolamento social se faz necessário para que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha tempo de preparar melhor a estrutura e os profissionais de saúde, o que deve ajudar a reduzir os casos de pessoas infectadas e, principalmente, óbitos.
"O tempo que nós temos para nos prepararmos melhor é agora. Temos que regularizar o abastecimento correto dos Equipamentos Individuais de Proteção (EPIS) para os profissionais de saúde, caso contrário vamos rapidamente perder força de trabalho e teremos muita dificuldade. Agora temos que poupar o sistema de saúde e não sobrecarregá-lo", ponderou Mandetta.
Assista na íntegra a coletiva de imprensa que ocorreu no sábado:
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Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, durante coletiva (Marcello Casal Jr.)


