A Prefeitura de Campo Grande informou que mantém as tratativas com o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, e com todos os prestadores de serviço para discutir "questões contratuais de ordem financeira", e a possibilidade de ampliação dos serviços contratualizados.
O corpo clínico do hospital iniciou a paralisação na quarta-feira (23), após ter dado prazo de 30 dias para o Governo do Estado e a Prefeitura sanarem as reinvindicações para regularização dos pagamentos e dos vínculos/contratos; regularização dos serviços de patologia e exames de imagens e seguimentos de tratamentos.
Ao JD1 Notícias, a Prefeitura alegou que não há nenhuma pendência financeira por parte do Município com o hospital. "As negociações estão em andamento para que seja mantido a integralidade dos atendimentos à população. Somente nos meses de janeiro e fevereiro foram repassados ao hospital R$ 5,3 milhões".
O financiamento dos serviços de saúde é tripartite, custeado pelo Governo Federal (Ministério da Saúde), Estado e Município. "Importante ressaltar ainda que a Prefeitura contratualiza somente os serviços com hospital e não possui vínculo empregatício com os funcionários. Desta forma, cabe ao hospital arcar com tais despesas, considerando que em nenhum momento houve atraso ou inadimplência quanto ao que é pactuado", informou a Prefeitura em nota.
O Hospital alega déficit financeiro geral acumulado de R$ 770 mil reais/mês. "Estas e outras questões pendentes para que os atendimentos do HCAA mantenham a regularidade dependem de verba emergencial e também o ajuste na contratualização na ordem de R$ 770.000,00/mês cujo estudo de revisão foi apresentado para às autoridades públicas da saúde tanto da Prefeitura como do Governo do Estado em janeiro e até o momento não foi atualizado".
Durante a paralisação estão sendo realizados somente os atendimentos de urgência e emergência realizados no PAM (*Pronto Atendimento do HCAA, 24H), as cirurgias de urgências e emergências, atendimentos de UTI e os tratamentos nos setores de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia já em andamento.
O JD1 também tentou contato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
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