Durante a manhã desta quinta-feira (15), o governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), firmou um termo de cooperação técnica com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para a criação da Farmácia Viva.
O objetivo é assegurar o acesso dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) a fitoterápicos com qualidade, segurança e eficácia. Outro ponto colocado como principal na criação do programa é busca incentivar o uso de plantas medicinais como opção terapêutica, aliando práticas e saberes tradicionais à ciência farmacêutica. A parceria tende a transformar Campo Grande como centro de referência para os demais municípios do país implantarem a farmácia viva.
Ao todo, serão investidos R$ R$ 987.302,26, sendo R$648.769,26 para manutenção e R$ 338.533,00 de estruturação, oriundos de repasse federal. Serão produzidos os fitoterápicos Xarope de Guaco (100 ml), Gel de Erva Baleeira (100 g), Droga Rasurada de Capim Cidreira (100 g) e Droga Rasurada de Colônia (100g).
“Levamos em consideração nosso clima, o solo e outros fatos para poder escolher as quatro medicações. Chegamos a cogitar outras plantas, mas algumas delas não se adaptariam. Além disso, foi feito um estudo para saber as saúdes que acometem os sul-mato-grossenses”, disse a farmacêutica da SES, Márcia Saldanha.
Ao longe de três anos, a expectativa é que mais de mil exemplares de cada um seja produzido.
A vice-reitora da UFMS, prof. dra. Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo, destacou que além de atender as pessoas, o projeto conseguirá diversificar a produção de plantas para remédios fitoterápicos, unindo o ‘conhecimento tradicional com respaldo científico’.
“A universidade vem para ser esse campo experimental, para dar um respaldo cientifico em algo que já é de conhecimento popular em prol da população”, disse Camila.
Inicialmente, o programa atenderá a população residente próxima à Farmácia Escola da UFMS e atendidos nas Unidades de Atenção Primária à Saúde no entorno da universidade, como: UBS Dr. Jorge David Nasser, UBS Dona Neta, UBS da Vila Carlota e UBS Guanandi, e também pacientes ambulatoriais atendidos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.
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