A Santa Casa de Campo Grande, que enfrenta uma grave crise financeira, vai receber um aporte de mais de R$ 54 milhões em investimentos públicos para garantir a manutenção dos serviços médicos e hospitalares na Capital. O acordo foi firmado com intervenção do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), envolvendo a prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado e a Associação Beneficente que administra o hospital.
Do total, a prefeitura aportará quase R$ 16 milhões em recursos extras, incluindo um aporte direto de R$ 5,2 milhões, pagos em quatro parcelas mensais entre janeiro e abril de 2026. Outros aproximadamente R$ 10 milhões virão de recursos recuperados em acordos com empresas. Esses valores serão destinados à regularização de pagamentos, como o 13º salário de médicos e colaboradores, e à manutenção dos atendimentos.
O Governo do Estado, por sua vez, realizará um repasse extraordinário de R$ 14 milhões, dividido em quatro parcelas consecutivas de R$ 3,5 milhões de janeiro a abril de 2026. Além disso, o Estado custeará uma auditoria independente operacional, financeira, contábil e finalística da Associação Beneficente.
O objetivo é avaliar a gestão dos recursos públicos, identificar eventuais irregularidades, verificar o cumprimento das obrigações contratuais relacionadas à assistência e propor medidas de melhoria operacional, abrangendo toda a administração do hospital.
Ainda serão destinados pelo Estado R$ 9 milhões para pagamento do 13º salário de médicos e colaboradores, além de recursos provenientes de emendas parlamentares federais: R$ 5 milhões em janeiro; R$ 6 milhões em fevereiro; e R$ 5 milhões em março de 2026.
Com os recursos recebidos, a Associação Beneficente se compromete a efetuar os pagamentos às pessoas jurídicas médicas contratadas e a garantir o cumprimento das cláusulas contratuais, assegurando a execução de procedimentos de urgência e eletivos, conforme cronograma a ser apresentado pelas Diretorias Clínica e Técnica na primeira quinzena de janeiro de 2026.
O Procurador-Geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior, ressaltou a importância da atuação conjunta do MPMS, Estado e Município em defesa da saúde pública. O acordo foi firmado no Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor).
Com os repasses, cabe à Santa Casa restabelecer imediatamente todos os serviços médicos e hospitalares das equipes com as quais mantém contrato, garantindo atendimento à população de Campo Grande.
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Reunião foi no MPMS - (Foto: Decom )


