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Rio está entre as 3 cidades do mundo com hotéis mais caros, diz governo

01 fevereiro 2013 - 11h16Ricardo Moraes/Reuters

Um levantamento que avaliou tarifas de hotéis em 29 cidades do Brasil e do exterior mostrou que o Rio de Janeiro tem a segunda diária média mais cara para viagens de negócios e a terceira para viagens de lazer.

Os dados fazem parte da Pesquisa Internacional de Preços da Hotelaria e foram divulgados nesta quinta-feira (31) pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), ligada ao Ministério do Turismo.

A média das diárias nos hotéis do Rio foi de US$ 182,73 (cerca de R$ 363) para viagens de negócios – na simulação dessa modalidade, foram pesquisados quartos para uma pessoa com 14 dias de antecedência.

A cidade brasileira perde apenas para Nova York, cuja tarifa média foi de US$ 245,32 (R$ 488).

Segundo a pesquisa, quem viaja a trabalho precisa pagar mais caro para se hospedar no Rio do que em Paris, Dubai e Londres, por exemplo.

Os próximos destinos brasileiros nesse ranking são São Paulo, que aparece em sexto lugar com tarifa média de US$ 133,23 (R$ 265); Recife, em sétimo lugar com diária média de US$ 121,32 (R$ 241,35); e Brasília, em oitavo lugar com diária de US$ 117,46 (R$ 233,67).

Junto com o Rio, essas três cidades têm preços mais caros do que Milão e Tóquio, por exemplo.

Nas viagens de lazer, que levaram em conta quartos para duas pessoas pesquisados com 60 dias de antecedência, a diária média no Rio de Janeiro foi de US$ 246,71 (R$ 491). Antes dela vêm Miami, com US$ 293,57 (R$ 584), e Punta Cana, com US$ 278,90 (R$ 555).

De acordo com os números do estudo, o turista que viaja a lazer paga mais para se hospedar no Rio do que em Nova York, Sidney, Paris, Cancun, Londres e Barcelona, entre outras cidades do exterior.

Em décimo lugar, Florianópolis é a próxima cidade brasileira na lista, com diária média de US$ 155,55 (R$ 309). Em seguida vêm Recife, com tarifa média de US$ 143,45 (R$ 285), e São Paulo, com diária de US$ 140,39 (R$ 279).

Grandes eventos
A pesquisa também comparou as tarifas médias dos hotéis das cidades-sede da Copa das Confederações em março de 2013 e em junho, época do evento, e constatou uma forte elevação dos preços.

Em Brasília, que terá apenas um jogo, o da abertura, a tarifa média passa de R$ 254 para R$ 455, um reajuste de 79%. Depois vem Fortaleza, com um aumento de 77,5%.

Belo Horizonte teve aumento de 60,7%, enquanto Salvador subiu 59,6%. Rio de Janeiro, que já era a tarifa mais alta, aumentou 18%. Recife foi reajustada em 9%.

Hélder Carneiro, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Brasília, afirmou que se trata de uma questão de mercado. "Os nossos associados têm liberdade para praticar os preços que acharem convenientes, desde que não sejam extorsivos”, afirmou.

Imagem do Brasil
A Embratur passou a monitorar os preços dos hotéis depois da  Rio+20 , em junho de 2012, quando foi verificado um aumento nas diárias dos hotéis.

Nesta quinta-feira, o presidente do instituto, Flavio Dino, reuniu-se com representantes do setor hoteleiro para apresentar os dados.

Para a Embratur os preços altos de hospedagem prejudicam a imagem do Brasil e afetam o setor do turismo, principalmente em um período de grande exposição do país no exterior, com a proximidade de megaeventos como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, a Jornada Mundial da Juventude e os Jogos Olímpicos.

“Todo turista, brasileiro ou estrangeiro, quer bons serviços a preços justos e é isso que precisamos garantir”, afirmou Dino.

Segundo ele, o setor privado precisa ser maleável porque o governo federal “fez sua parte” ao diminuir os impostos do setor hoteleiro, com a substituição da contribuição patronal ao INSS, de 20%, pela alíquota de 2% sobre o faturamento das empresas.

A redução da tarifa de energia elétrica em até 32% para o comércio e a indústria, anunciada recentemente pela presidenta Dilma Rousseff, também foi usada como exemplo de medida que pode ajudar a baixar os custos do setor hoteleiro.

Foi criada uma comissão de trabalho entre o governo federal e as entidades do setor privado para discutir e desenvolver novas metodologias de pesquisa de preços. O primeiro encontro do grupo está previsto para março.

Como a pesquisa foi feita
O levantamento da Embratur é realizado quinzenalmente por meio de sites de busca especializados e leva em conta a média tarifária de hotéis em 14 cidades brasileiras e 15 no exterior. A mostra inclui 16% do total de hotéis encontrados pelo buscador em cada cidade.

As cidades da lista mudam de acordo com o perfil de viajante: Foz do Iguaçu, Gramado e Cancun, por exemplo, só foram incluídos na contagem das turismo de lazer, enquanto Belo Horizonte, Curitiba e Frankfurt só participam da busca de viagens de negócios.

No caso da simulação para viagens de negócios, a primeira pesquisa levada em conta para a média de preço foi feita para check-in no dia 29 de outubro de 2012 e a última, no dia 4 de fevereiro de 2013.

Na simulação de viagens de lazer, o check-in da primeira busca se iniciava em 14 de dezembro de 2012, e o da última, no dia 22 de março de 2013.

Foram avaliados hotéis de padrão econômico, médio e alto conforto. Motéis e albergues não entram na contagem. Levou-se em conta a menor tarifa encontrada para cada hotel na data da pesquisa.

Via G1

PMCG Refis

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