O secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Flávio Brito, repudiou as falas atribuídas ao médico Ygor José Saraiva Carvalho Silva, de Nova Andradina, que recusaria a atender pacientes que teriam destinado seu voto para o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, na última eleição presidencial.
"Absurdo. Um médico não pode fazer isso", declarou o secretário ao JD1 Notícias, que explicou que outros colegas de profissão deverão denunciar o médico ao Conselho Regional de Medicina, assim como políticos tomaram providências sobre o ocorrido.
O secretário ainda relatou que medidas administrativas estão sendo tomadas, mas com direcionamento ao Ministério Público e ao CRM-MS.
Na visão de Brito, a fala do médico se transforma em falta de humanismo. "Para mim, isso é um crime. Ele vai ser julgado por um crime, omissão de socorro. Não tem palavras para uma besteira dita. A gente vai acompanhar e como eu disse, é um crime".
No áudio que circula nas redes sociais, o médico declara que não atenderá pacientes que elegeram Lula. "Quem votou no Lula e chegar no hospital, vai morrer, porque eu não vou ajudar. Quem vota em bandido tem que tomar no cu. Nós aqui é Bolsonaro".
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu um inquérito civil para apurar a conduta do profissional de saúde por um ato de improbidade administrativa. O pedido foi feito pelo promotor Paulo Henrique Mendonça Freitas, que deve apurar o ato de improbidade decorrente de suposta prática de ato que atenta contra os princípios da administração pública.
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Secretário Flávio Brito (Governo de MS)



