Médica veterinária de formação e criadora de abelhas por paixão. Assim se define a especialista em apicultura, Noirce Lopes, que há cinco anos descobriu um verdadeiro amor pelas abelhas nativas e se tornou criadora de abelhas-sem-ferrão (meliponicultora). A escolha pela espécie foi uma alternativa para ela que é alérgica a insetos.
A atividade escolhida permite a participação de toda a família, inclusive das crianças que podem manipular as colmeias.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS) é responsável por esse interesse da Noirce. “Em 2014 fiz o curso "Apicultura Básica" oferecido pela instituição. Não sabia nada sobre o assunto. Depois deste, participei de outras capacitações e palestras em que aprendi mais sobre as espécies de abelhas, os tipos de organização de colmeias e os cuidados necessários com manejo para colher o mel e, até mesmo, sobre consumo e venda. Difícil ver alguém que entre na atividade e queira sair. Foi o que aconteceu comigo”, ressalta.
Apesar de ser uma atividade considerada acessível e com potencial para rendimento econômico, poucas pessoas se dedicam à produção em grande escala para abelha-sem-ferrão. “Existem 3 mil diferentes espécies destes animais e a maioria não possui ferrão. No geral, as pessoas cultivam por paixão, mas existe um nicho de mercado para o chamado mel gourmet”, afirma a produtora que diz ser cada vez maior a demanda deste ingrediente nas receitas culinárias dos chefes de cozinha.
Além da Apicultura Básica, o Senar/MS possui em seu catálogo de produtos os cursos de: Apicultura Avançada; Produção de Lâminas de Cera Alveolada; Produção de Rainhas; Produção de Própolis; Produção de Pólen e Criação e Manejo de Abelhas Nativas sem Ferrão.
De acordo com um dos instrutores dessas capacitações oferecidas gratuitamente pelo Senar/MS, Gustavo Bijos, procuram pelas capacitações pessoas que buscam melhorar manejo e que pretendem entrar no ramo. “Nas aulas os participantes aprendem técnicas para melhorar a produtividade das colmeias, reduzir custos de produção, detalhes sobre a legislação, biologia das abelhas, manejo de apiários, além de tirar dúvidas relacionadas ao apiário”.
De acordo com Bijos, Mato Grosso do Sul apresenta condições favoráveis para potencializar a atividade. “A tendência hoje é aumentar a produtividade das colmeias, com baixo custo e bom gerenciamento, em oura palavras, tecnificar a apicultura. Temos um clima pra lá de favorável, espaço, logística estratégica com duas fronteiras internacionais, e somos vizinhos de estados consumidores. Temos as floradas do Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, lavouras de girassol, canola e nabo forrageiro, além do Eucalipto na região leste”.
Você sabia que cada espécie de abelha exige um tipo diferente de acondicionamento do enxame? Algumas colmeias devem ficar na posição vertical, outras na horizontal e tem também há as que se adaptam melhor em módulos. Curioso, né? Se ficou interessado e quer saber mais sobre Mercado Agropecuário acesse https://bit.ly/2ELzswH para ver as informações do Senar/MS no Educação no Campo. O Senar/MS recentemente implantou a Assistência Técnica e Gerencial para Apicultura.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Expogrante tem palestras, leilão e julgamento nesta segunda-feira

De olho na Rota Bioceânica, empresa de Campo Grande conquista habilitação para o Chile

"É o amor"! Expogrande começa hoje com show gratuito de Zezé di Camargo

Operação "Carga Oculta" combate esquema de fraude com cargas de grãos

Nova usina de etanol de Jaraguari recebe licença e deve gerar R$ 300 milhões em investimentos

Mapa monitora insumos para reduzir impactos da guerra na agricultura

Safra recorde de cana-de-açúcar em MS deve gerar 5 bilhões de litros de etanol

Expocanas reforça posição de Mato Grosso do Sul como polo de bioenergia

Pela primeira vez, mulher assume comando da Embrapa Gado de Corte


Médica veterinária, Noirce Lopes (Divulgação/Assessoria)



