A derrubada ilegal de árvores na Amazônia Legal atingiu a menor taxa anual de desmatamento desde que a região começou a ser monitorada pelo governo, em 1988. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, a expansão da área desmatada caiu de 6,4 mil quilômetros quadrados para 4,6 mil quilômetros quadrados por ano.
Os resultados se referem ao perÃodo de agosto de 2011 a julho deste ano, comparado aos 12 meses anteriores. “É a menor taxa de desmatamento da história. Tem o grande marco que é jogar o desmatamento abaixo dos 5 mil quilômetros quadrados”, comemorou a ministra Izabella Teixeira.
A redução da área registrada por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) representa queda de 27% da área degradada por madeireiros ilegais, na comparação com o mesmo perÃodo anterior. O intervalo desses 12 meses é consolidado anualmente no Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Inpe.
A meta definida pelo governo brasileiro é reduzir a expansão anual da área de desmatamento ilegal da Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados até 2020. Com o novo Ãndice, fica faltando apenas redução de 4% para que a área ambiental atinja a meta, oito anos antes do prazo.
Desmatamento
Os dados mostram que o desmatamento aumentou apenas em três estados. Em Tocantins, a derrubada ilegal de árvores aumentou 33%, chegando a 53 quilômetros quadrados por ano. No Amazonas, a degradação aumentou 29%, chegando a 646 quilômetros quadrados e, no Acre, a ação dos infratores avançou 10% na região, atingindo 308 quilômetros quadrados.
De acordo com a ministra, embora não tenham sido identificadas todas as causas da elevação do desmatamento nesses estados, no Tocantins o problema está associado ao Cerrado Amazônico, que permite reserva legal de 35%. “Como os estados ainda não tornam disponÃveis as informações do que é legal e do que é ilegal, não conseguimos identificar quanto do aumento desse desmatamento está associado a incremento de infraestrutura e de supressões legais”, informou.
No Amazonas, segundo Izabella Teixeira, ainda existe forte pressão de migração em torno da BR-317, na região de ApuÃ, onde existem denúncias de grilagem de terra. Conforme a ministra, a região está sendo monitorada. Com relação ao Acre, disse que não há informações.
O estado do Pará continua sendo o mais atingido pelos criminosos. A área de desmatamento ilegal no estado é a maior da região, chegando a quase 1,7 mil quilômetros quadrados. Ainda assim, na comparação entre os perÃodos de 12 meses, o desmatamento foi reduzido em 44%.
Crimes
No perÃodo monitorado pelo Prodes, os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) apreenderam 329 caminhões, 95 tratores, 143 outros veÃculos e 111 motosserras, além de mais de 130 mil metros cúbicos de madeira e 12 mil metros cúbicos de carvão. As operações de combate e prevenção ao desmatamento na região também resultaram na emissão de 3,4 mil autos de infração, somando o valor de R$ 1,6 bilhão.
A arrecadação de multas é um dos pontos mais frágeis das ações de fiscalização. Por ainda haver limitações tecnológicas, detalhes como erro nas coordenadas que apontam o local flagrado pelos fiscais fazem com que algumas multas sejam suspensas. Os infratores usam os erros nas infrações como manobra para anular a cobrança.
Fiscalização
Segundo Izabella Teixeira, a partir do ano que vem, a fiscalização será feita eletronicamente. Ao apresentar um novo aparelho que será utilizado pelos agentes ambientais, a ministra destacou que as operações ambientais vão entrar em um novo patamar.
O novo projeto, que vai garantir precisão aos dados, custou R$ 15 milhões aos cofres públicos. As equipes de fiscais ainda estão sendo capacitadas para usar os aparelhos eletrônicos de infração e, segundo a ministra, a partir de janeiro do ano que vem, todas as equipes federais distribuÃdas no paÃs terão um aparelho com tecnologia similar à de um celular, ligado diretamente a um banco de dados.
Via Brasil.gov
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Com pedido de vista de Zanin, julgamento de Silas Malafaia no STF é suspenso

Proposta autoriza isenção de ISS para serviços da Copa do Mundo Feminina

Anvisa aprova medicamento para crises de epilepsia farmacorresistente

Laudo do IML aponta lesões na face e pescoço de policial baleada em SP

Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia

Deputados do PL suspeitos de corrupção em emendas são julgados pelo STF

Criminalizar jornalistas é erro jurÃdico e ameaça à democracia, diz presidente da OAB-RJ

Governo libera crédito para cidades mineiras atingidas por chuvas

Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e afirma que nunca atuou no STF

A meta do governo é reduzir o desmatamento na Amazônia para 3,9 mil quilômetros quadrados até 2020. 



