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Brasil sobe um ponto no índice da corrupção e mantém desempenho crítico

O país permanece na 107ª colocação entre 182 nações avaliadas em 2025

10 fevereiro 2026 - 09h50Sarah Chaves, com CNN

O Brasil subiu um ponto no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) em 2025, mas segue em posição considerada crítica no ranking global. Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, o país passou de 34 para 35 pontos, numa escala que vai de 0 a 100, em que notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção. Apesar do avanço pontual, o Brasil manteve a 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados.

A entidade ressalta que a variação de um ponto não é estatisticamente significativa e, na prática, indica estagnação. O resultado mantém o país bem abaixo da média global e das Américas, ambas em 42 pontos, e representa a segunda pior nota da série histórica brasileira no índice.

Considerado o principal indicador internacional sobre corrupção no setor público, o IPC é elaborado a partir da análise de até 13 fontes independentes, que reúnem avaliações de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas e mecanismos de prevenção. Na comparação internacional, o Brasil aparece próximo de países como o Sri Lanka, com a mesma pontuação, e atrás de nações como Argentina, Belize e Ucrânia, que registraram 36 pontos. No topo do ranking estão Dinamarca, Finlândia e Cingapura, enquanto Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições.

De acordo com a Transparência Internacional, o desempenho brasileiro reflete um cenário marcado por casos recorrentes de macrocorrupção e pela persistência de fragilidades institucionais. “Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional pela resposta firme do Supremo Tribunal Federal na responsabilização de envolvidos em atentados contra a democracia, o país também chocou o mundo com escândalos de corrupção em escala inédita e episódios de impunidade”, afirmou Bruno Brandão, diretor executivo da entidade no Brasil.

Paralelamente à divulgação do IPC, a organização lançou o relatório Retrospectiva 2025, que aponta o avanço da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, especialmente por meio da corrupção no sistema financeiro e na advocacia.

O documento destaca investigações de grande impacto ao longo do ano, como desvios envolvendo emendas parlamentares, fraudes previdenciárias no INSS e o caso classificado como a maior fraude bancária já registrada no país, relacionada ao Banco Master.

O relatório reconhece avanços pontuais, como o uso ampliado de inteligência financeira no combate à lavagem de dinheiro, mas critica a resposta do governo federal a determinados escândalos, considerada lenta e politicamente controversa. 

Diante do diagnóstico, a entidade apresenta recomendações aos três Poderes. Ao governo federal, sugere reforçar critérios de integridade e transparência em nomeações para cargos estratégicos, investigar indícios de desvios na distribuição de emendas parlamentares e assegurar critérios técnicos e objetivos na renegociação de acordos de leniência.

Ao Congresso Nacional, recomenda a instalação da CPMI do Banco Master, o pedido formal de informações ao STF e ao Banco Central e a avaliação de boas práticas para prevenir conflitos de interesse em tribunais superiores.

Já ao Ministério Público e ao Judiciário, defende medidas como o cumprimento efetivo do teto constitucional de remuneração, maior transparência, criação de códigos de conduta e o fortalecimento do combate institucional à corrupção.

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