Menu
Busca quarta, 30 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
Brasil

“A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair”, diz Teich sobre demissão

Nelson Teich falou sobre o trabalho realizado neste menos de um mês a frente do Ministério da Saúde

15 maio 2020 - 15h37Flávio Veras

O ex-ministro Nelson Teich concedeu há pouco uma entrevista coletiva onde falou sobre o trabalho realizado durante este menos de um mês à frente da pasta. O médico assumiu o cargo após a demissão de Luís Henrique Mandetta, que acabou saindo do Governo Federal por divergências no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (15), após reunião com a cúpula do governo e o presidente. Teich começou a coletiva com a seguinte frase: “A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair.”

Depois dessa fala inicial, o agora ex-ministro não falou sobre os motivos da sua saída, apenas enalteceu o trabalho dos técnicos do ministério, bem como os profissionais da saúde.

“A missão da Saúde é tripartite. Portanto ela envolve o Ministério da Saúde, secretários estaduais e municipais. Essa é uma coisa muito importante deixar claro. O ministério vê isso como algo verdadeiro e essencial para conduzir a Saúde desse país, tanto na parte estratégica quanto na parte de execução. Nesse momento em que todo mundo luta contra essa doença eu deixo aqui a importante participação desses três entes da Federação”, avaliou Teich.

“Eu gostaria de agradecer ao presidente Bolsonaro pela oportunidade de estar a frente do Ministério da Saúde. Não poderia deixar minha carreira sem esse trabalho. Eu que fui formado no sistema público de saúde, tenho muito gratidão ao SUS, que foi fundamental na minha formação como médico”, disse.

O ministério será comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello, que chegou ao ministério para ser o número 2 da pasta na mesma época de Teich. No entanto, o militar não foi escolha do agora ex-ministro. Foi colocado lá por Bolsonaro.

Possível ministra

Quem deve assumir a pasta é a imunologista e oncologista Nise Yamaguchi, que esteve no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (15/05) e se encontrou com o presidente. A médica ficou conhecida nacionalmente por ser defensora do uso inicial da hidroxicloroquina, no tratamento do coronavírus.

Segundo os ex-ministros Mandetta e Teich, o uso do medicamento só poder ser ministrado em paciente grave ou extrema gravidade, pois o remédio não possui comprovação cientifica da sua eficácia no combate a Covid-19. Além disso, a nota técnica do ministério diz que, a utilização da hidroxicloroquina, deve ser acordada entre o médico e o paciente, pois podem acarretar efeitos colaterais como arritmia cardíaca.

*Matéria atualizada para acréscimo de informação no dia 15/05, às 16h07.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Silvio Santos vira alvo de investigação por pergunta sobre sexo para criança
Brasil
Michelle Bolsonaro quer tirar do ar música “Micheque”, do Detonautas
Brasil
Após fala de Bolsonaro, dona de casa cobra na Justiça auxílio de 1 mil dólares
Brasil
Motorista morre ao sofrer descarga elétrica em fazenda
Brasil
Cenas fortes: Mulher morre depois de ser esfaqueada em praça pública
Brasil
Homem agride mulher por ter adesivo "S.O.S Pantanal" no carro
Brasil
Bolsonaro se recupera bem após cirurgia na bexiga nesta manhã
Brasil
VÍDEO: Mulher é agredida com pedrada na cabeça e arrastada pela calçada
Brasil
Justiça Eleitoral torna Crivella inelegível
Brasil
Recriação do Ministério das Comunicações segue para sansão de Bolsonaro

Mais Lidas

Cidade
Lei que prevê multas e punições para quem passar trote no 190 e 193 foi sancionada hoje
Justiça
Bolsonaro sanciona lei sobre maus-tratos a animais acompanhado do pitbull Sansão em Brasília
Polícia
Jovem é assassinada com oito tiros na Capital
Cidade
Funsat Itinerante vai atender na Vila Popular nos dias 01 e 02 de outubro