O Ministério da Defesa autorizou ontem (03) que os militares do Exército reforcem a vigilância na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, onde foi descoberto outro foto da aftosa no Departamento de San Pedro, a 150 quilômetros do estado. A primeira ocorrência foi em setembro do ano passado
De acordo com a secretária estadual de Produção, Tereza Christina Côrrea da Costa, o objetivo é coibir o contrabando de animais. Como é proibida a entrada de animais vivos, são as transações irregulares de compra e venda do gado que deixam as autoridades em alerta. A fiscalização deve ser redobrada em Porto Murtinho, Bela Vista, Paranhos e Mundo Novo.
Atualmente, a região de fronteira tem 14 barreiras fixas e dez móveis para fiscalizar. Nas barreiras, ficam funcionários da Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e policiais militares. “O DOF [Departamento de Operações de Fronteira] permanece desde setembro, com um trabalho superatuante”, salienta a secretária.
No ano passado, a descoberta da aftosa no país vizinho coincidiu com a operação Ágata 2, quando o Exército “fechou” a fronteira no combate ao tráfico de drogas e armas. À época a ordem era clara: abater animais sem identificação.
Conforme a secretária, agora a operação será com efetivo menor. A logística será definida na manhã desta quarta-feira, em reunião no CMO (Comando Militar do Oeste).
Desvio
Outra medida para evitar que a aftosa chegue ao Estado, será o pedido de que o tráfego de carretas com carne seja desviado de Ponta Porã para o Paraná. A mudança deve ser autorizada pelo Ministério da Agricultura. Ontem, nove caminhões passaram por Ponta Porã.
Em setembro, quando foi proibido a entrada de produtos vegetal e subprodutos - para evitar que o vírus da aftosa “pegasse carona” nos veículos – foi autorizado o desvio dos caminhões para o estado vizinho.
Controle
Ontem, o Ministério da Agricultura suspendeu as importações de carne de bovinos oriundos do Departamento de San Pedro. As ações também incluem a retomada da desinfecção dos veículos procedentes do Paraguai, a suspensão de todos os eventos agropecuários em Mato Grosso do Sul, nas proximidades com o país vizinho, o reforço nas ações de vigilância e de educação sanitária na região, com a identificação e fiscalização a cada 30 dias de fazendas com maior risco de vulnerabilidade.
Retrospecto
Mato Grosso do Sul registrou foco da doença em 2005, nos municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã, região de fronteira com o Paraguai, e só retomou em 2008 o status de área livre de febre aftosa com vacinação.
Para “blindar” a fronteira com o Paraguai, o Estado criou a ZAV (Zona de Alta Vigilância). Só em março do ano passado caíram as restrições e o Ministério da Agricultura reconheceu a área como livre de aftosa, uniformizando a classificação sanitária de Mato Grosso do Sul.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

CPI do Crime Organizado expõe falhas no sistema de monitoramento das fronteiras

Relatório final da CPI do Crime pede indiciamento de ministros do STF e PGR

Olimpíada de Professores de Matemática abre as inscrições

Gilberto Waller é demitido da presidência do INSS

Ministro da Fazenda inicia agenda internacional nos EUA e na Europa

Morre aos 82 anos o ator e dublador Silvio Matos, ícone da TV brasileira

Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 40 milhões neste sábado

Vale-recarga do programa Gás do Povo é liberado a 206 mil famílias

Justiça mantém veto a imposto de 12% sobre petróleo exportado


Mato Grosso do Sul quer "fechar" porteira contra a aftosa, que arruinou economia em 2005. 



