Parlamentares da oposição anunciaram nesta segunda-feira (16) que irão acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT) após o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, que homenageou a trajetória política do petista.
Entre os que prometem recorrer à Justiça Eleitoral está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que afirmou nas redes sociais que irá protocolar ação sobre o que chamou de “uso de dinheiro público” no evento. O partido Novo também informou que pretende pedir a inelegibilidade de Lula por suposto abuso de poder político e econômico, sob o argumento de promoção eleitoral antecipada. Segundo a legenda, a ação será apresentada após eventual registro de candidatura do presidente, previsto para o segundo semestre de 2026.
O enredo da escola retratou momentos da carreira de Lula, incluindo o impeachment de Dilma Rousseff, a posse de Michel Temer (MDB), a prisão do petista e seu retorno ao Planalto. Um personagem caracterizado como “palhaço Bozo” fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em uma encenação que também incluiu a figura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, o TSE já havia negado um pedido de liminar apresentado pelo Novo para impedir a realização do desfile. A Corte entendeu que barrar previamente a apresentação poderia configurar censura, mas decidiu manter o processo aberto para avaliar eventual irregularidade após o evento.
O deputado federal Zucco (PL-RS) também defendeu a apuração do caso, afirmando que o conteúdo do desfile e a participação de Lula levantam indícios de possível promoção eleitoral antecipada.
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Foto: Alex Ferro / Riotour 



