Mais de quatro mil atletas com deficiência de 160 países começam a disputar os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, abertos oficialmente nessa quarta-feira (7). O público lotou as arquibancadas do Maracanã para ver a cerimônia de abertura, que contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e a secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência do MJC, Rosinha da Adefal
Para Rosinha, o principal legado do evento não será somente a construção de espaços com acessibilidade, mas uma mudança cultural da sociedade brasileira, que passará a compreender melhor a importância da promoção dos direitos da pessoa com deficiência.
"O verdadeiro legado que as Paralimpíadas vão deixar é uma mudança cultural no País. Os jogos têm que trazer uma mudança de atitude em relação à pessoa com deficiência. É preciso respeitar as diferenças e promover a igualdade para que possamos garantir a plena participação das pessoas com deficiência na sociedade", disse.
A secretária defende também o esporte como instrumento fundamental para inclusão social dessa parcela da população. "O esporte é o melhor caminho para acontecer a inclusão. Se hoje estou aqui, trabalhando para a construção de políticas para a pessoa com deficiência, é porque um dia tive a oportunidade de ser atleta”, afirmou Rosinha ao lembrar do período em que participou de competições de natação para pessoas com deficiência.
Neste ano, a delegação brasileira será a maior da história, com 289 atletas em 23 modalidades. A expectativa é que o Brasil supere o desempenho das Paralimpíadas de Londres, quando os atletas brasileiros subiram ao pódio 43 vezes, conquistando 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze.
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