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Comissão especial da Câmara irá acompanhar aplicação do IMPCG no Banco Master

Após reunião com dirigentes do instituto, vereadores querem apurar decisões que levaram ao risco financeiro envolvendo recursos de 7 mil aposentados

28 novembro 2025 - 13h13Sarah Chaves

A Câmara Municipal de Campo Grande, após reunião com os dirigentes do Instituto Municipal de Previdência (IMPCG), anunciou, por meio do presidente, vereador Papy (PSDB), que irá abrir uma comissão especial, que deve atuar até o recesso de 19 de dezembro, acompanhando as ações para reaver os valores de aposentados investidos no Banco Master, liquidado há algumas semanas.

Durante reunião na manhã desta sexta-feira (28), a ex-presidente do instituto e o atual, vice-prefeita Camilla e Marcos Tabosa, foram questionados sobre alertas dados pelo ministro da previdência, Wolney Queiroz sobre os riscos de se investir no banco Master e as opiniões contrárias à aplicação financeira, emitidas por membros do conselho interno do IMPCG.

"Essa avaliação [do Conselho] era desconsiderada. Não era de competência do conselho. De onde deveria vir, de onde era a competência, essa sim foi seguida. Inclusive do Ministério da Previdência", afirmou Camilla ao responder sobre a operação com o banco mesmo após deliberações que iam contra a decisão.

Ao JD1, o presidente Papy confirmou que diferente de uma comissão com rito normal, essa será urgente, e avaliará documentos sobre as transações bancárias do IMPCG, contratação do Banco Master e medidas para reaver os valores. "A comissão vai começar agora, e o nosso trabalho é para até antes do recesso. A ideia é que a gente possa ser uma comissão especial mesmo, porque esse assunto, ele está urgente, para ficarmos em
cima desse assunto com vontade".

Os investimentos do Instituto Municipal de Previdência foram contratados em abril de 2024, meses após os primeiros alertas, depois, em abril de 2025, uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro questionou as aplicações de R$ 970 milhões do Rioprevidência no Banco Master. Em Mato Grosso do Sul, outras quatro cidades também tinham valores no fundo.

Os valores referentes aos instituto, assim como outras instituições, não podem ser devolvidos pelo prazo de dois anos em que ficam "congelados", explicou Tabosa. Aproximadamente 7 mil aposentados do município dependem dos recursos administrados pelo órgão.

A  devolução das letras financeiras, originalmente era prevista para 2029. Mas com a liquidação o IMPCG deve entrar na fila judicial.

A Polícia Federal (PF) abriu novas frentes de investigação sobre a venda de títulos financeiros de risco para fundos de previdência estaduais e municipais após a prisão de Daneil Vorcaro. A operação visa apurar irregularidades envolvendo a comercialização de ativos que não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que pode ter colocado em risco o patrimônio de milhares de servidores públicos.


 

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