O presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, informou durante entrevista ao JD1 Notícias que a concessionária não irá comprar novos ônibus devido a “redução de clientes pagantes e, também, por causa da crise econômica enfrentada nos últimos sete anos”.
De acordo com o presidente, se comparado de março a abril de 2018, neste mesmo período em 2019, houve redução de pelo menos 9% de usuários pagantes.
“Empresas fecharam, empregadores sucumbiram e a falta de emprego refletiu no número de usuários que pagam a passagem, esse número diminui bastante, a crise pegou o transporte urbano, já o número de usuários gratuitos continua na mesma proporção”, pontuou.
Resende explicou que a despesa da concessionária não diminuiu na mesma proporção que diminuiu o número de usuários. “A principal despesa que temos é a mão de obra, é o primeiro item e depois o petróleo ocupando 25% da receita do consórcio”, explicou o presidente.
Foram comprados 20 novos ônibus para o efetivo da concessionária em 2018, que conta com 580 veículos para atender a população. “Cada ônibus custa R$ 300 mil, precisaríamos ter comprados mais, porém faltou verba, temos crédito, mas falta dinheiro”
Multa
A Agência Municipal de Regulação (Agereg) divulgou no dia 3 de maio uma determinação dada ao Consórcio Guaicurus para a aquisição de novos ônibus.
Segundo o diretor-presidente da Agereg, Vinicius Leite Campos, a determinação foi dada devido à precariedade dos veículos que estão circulando pela cidade. São ônibus velhos e que já ultrapassaram a idade mínima do contrato.
Vinicius ressalta que se o consórcio não adquirir novos carros dentro de 15 dias, vai ter que pagar 2,7 milhões em multa, por descumprimento da determinação e do prazo.
A passagem de ônibus na capital aparece no ranking da décima mais cara entre as capitais do Brasil, custando R$ 3,95 desde último reajuste.
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Presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende (Reprodução/Internet)


