O Ministério Público de Mato Grosso do Sul entrou com uma ação civil pública contra a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Estado após falhas no serviço em uma escola estadual de Bela Vista. Segundo o MPMS, os problemas comprometeram a saúde e o aprendizado de alunos e professores.
A investigação começou em março deste ano, após denúncia apresentada pela Associação de Pais e Mestres da unidade escolar. Conforme o procedimento, uma sobrecarga seguida de curto-circuito provocou a queima do disjuntor-geral da escola durante obras de ampliação no prédio.
Após reparos emergenciais, a direção foi orientada a manter os aparelhos de ar-condicionado desligados para evitar risco de incêndio. Mesmo com a instalação de um transformador pela Secretaria de Estado de Educação, a ativação do equipamento dependia da concessionária, que, segundo o MPMS, não apresentou respostas ou prazos para regularização.
Durante vistorias realizadas na escola, o Ministério Público registrou salas com até 40 alunos funcionando apenas com ventiladores em meio ao calor intenso. Relatórios da unidade apontam casos de estudantes que passaram mal, incluindo desmaios, tonturas e dores de cabeça relacionados às altas temperaturas.
Na ação, o MPMS pede indenização por danos morais coletivos e reparação aos alunos, professores e servidores afetados pela falta de energia. O órgão também apontou falhas no atendimento da Energisa em Bela Vista e afirmou que o chamado da escola demorou semanas para ser formalmente registrado no sistema da empresa.
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Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (Foto: Ilustrativa/MPMS)



