Com toda a polêmica envolvendo a Energisa, empresa responsável em distribuir a energia elétrica na maior parte de Mato Grosso do Sul, o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, defende a quebra do monopólio do serviço no Estado e o pagamento do consumo no sistema pré-pago, assim ele acredita no maior controle do cliente no uso da energia, além de uma tarifa justa. As declarações do titular do órgão foram feitas nesta quarta-feira (6) durante entrevista ao JD1 Notícias.
De acordo com Marcelo, desde o ano passado o Procon-MS tem alertado sobre o aumento de consumo de energia sem a alteração da rotina do consumidor. “O cliente manteve a mesma rotina, mas o consumo está muito maior segundo a Energisa. Aqueles que pagavam, por exemplo, uma média de R$ 100 estão pagando por volta de R$ 300 a R$ 400”, questionou.
“Notificamos a concessionária para que ela explique a situação e demos um prazo até sexta-feira (8) para que a mesma preste esclarecimentos. Queremos uma reposta objetiva para que a Energisa nos mostre onde estão os aumentos por compra de energia dos leilões”, destacou.
Conforme o superintendente do órgão que defendo o consumidor, foi solicitado à concessionária a quantidade de megawatts que a Energisa comprou para Mato Grosso do Sul e o que realmente foi entregue, se teve sobra e se houve a necessidade de comprar mais. Marcelo afirma que o Procon-MS está atento a todos os passos da empresa de energia. “Vamos continuar combatendo irregularidades, acredito que com a discussão na Assembleia possamos unir vozes e impedir práticas abusivas. Existem distorções e precisamos apurar o que está errado”, declarou.
Deputados pedem CPI
O deputado estadual Felipe Orro (PSDB) apresentou na quarta-feira (6) à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (AL-MS) um pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa, para investigar os aumentos nas contas de energia dos consumidores.
“Acredito muito que o poder público, junto com o Procon e a Assembleia, possam debater essa questão, ‘apericiar’ os relógios (os medidores de energia), pois os mesmos precisam passar por uma perícia. Outro problema crônico são as linhas das transmissões no interior do Estado, onde cidades ficam horas sem energia e mesmo assim pagamos por isso, e qual é o motivo que essas linhas não são reformuladas”, afirmou Salomão
Quebra do monopólio no setor elétrico
Marcelo Salomão defende que o consumidor de Mato Grosso do Sul tenha mais direito de escolha que não tenha apenas a Energisa como opção. “Está na hora de discutirmos a questão do monopólio do setor elétrico, temos que acabar com essa prática. Temos que discutir agora a energia pré-paga para que o consumidor possa controlar mais o seu gasto, ter uma noção melhor do seu consumo. A própria Energisa compra a energia de várias hidroelétricas, mas nós, os consumidores, somos obrigados a ter somente a empresa como opção”, questionou.
“Notificamos a empresa de energia apresentar defesa, caso não haja uma explicação ou a mesma não seja satisfatória vamos autuar a concessionária”, enfatizou Salomão.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Campanha Maio Amarelo 2026 é lançada com tema "Enxergar o outro é salvar vidas"

Aluno de 15 anos ganha concurso de cartas e representa MS em etapa nacional

Ausência de regimento leva MP a abrir inquérito sobre conselho em Paranaíba

Uso de bicicletas elétricas leva MP a fiscalizar trânsito em Chapadão do Sul

TJ não aceita tese de 'acidente' e mantém condenação por feminicídio na Capital

MS reduz pobreza e retira 44,6 mil pessoas da vulnerabilidade em dois anos

Acidente de moto mata jovem de 19 anos no bairro São Conrado, em Campo Grande

Câmara Municipal sedia curso gratuito voltado a projetos sociais em Campo Grande

Hóspede leva surra de recepcionista após confusão por cone em hotel de Bonito

“O cliente manteve a mesma rotina, mas o consumo está muito maior, a Energisa terá que explicar o motivo do aumento da tarifa", afirmou Marcelo Salomão (JD1Notícias)


