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Maracaju ganha parceiro comercial de renome mundial

Seis caminhões bitrens carregados com milho foram recebidos no primeiro negócio da BBCA Brazil Grup

14 agosto 2019 - 08h15Priscilla Porangaba, com informações da assessoria

A economia maracajuense teve marco histórico nessa terça-feira (13), seis caminhões bitrens carregados com milho da Soja Sul Comércio de Cereais foram recebidos pelos compradores da empresa marcando o primeiro negócio da BBCA Brazil Grup envolvendo pessoas jurídicas.

De um lado os compradores Israel Rondon e Felícia Fang, representando a BBCA, e de outro, os empresários e vendedores Valdenir Portela Cardoso e Sulivan Paulo Pissolato, representando a Soja Sul Comércio de Cereais.

Esta foi a primeira aquisição de milho por parte da unidade maracajuense do grupo empresarial chinês BBCA Brazil, o que se constituiu a primeira transação da multinacional chinesa envolvendo pessoas jurídicas.

Um comboio integrado por seis caminhões bitrens da Soja Sul foi recepcionado por vários diretores da BBCA e pela equipe da empresa maracajuense consolidando a primeira aquisição do cereal feita pela empresa chinesa que deve atuar nesse primeiro momento prestando serviços de armazenagem.

Um a um dos caminhões passaram pela balança e o pelo serviço de classificação do cereal para rumar para os secadores da empresa que anunciou a compra de um lote de 18 mil sacas de milho ou 1.080 toneladas

O representante da empresa chinesa, Israel Rondon, falou sobre a importância do momento enfatizando que a BBCA é uma das mais destacadas corporações empresariais do mundo e que, ao implantar uma unidade fabril no município, contribui para revolucionar o perfil da economia regional.

Utilizando o milho como matéria-prima para a produção industrial de vários produtos, Israel diz que a chegada dessa primeira aquisição significa o marco inicial de um processo que culminará com o processamento do milho resultando a produção de dezenas de subprodutos como o amido, o ácido lácteo e o plástico biodegradável.

De acordo com Israel Rondon, quando estiver em pleno funcionamento, a BBCA vai gerar em torno de 1mil empregos o que representa um salto muito grande para o mercado de trabalho local.

Os investimentos iniciais previstos na concretização da fábrica são de R$ 1,2 bilhão, mas o projeto industrial final prevê a mobilização de recursos da ordem R$ 2 bilhões.

Israel esclareceu que havia uma previsão de início da industrialização do milho ainda no decorrer do atual exercício, porém, um atraso na importação de alguns equipamentos da unidade industrial provocou o adiamento do início das atividades fabris.

Segundo ele, ainda no primeiro trimestre do próximo ano, a BBCA deve iniciar a industrialização do milho. Até que ocorra o início da industrialização, a BBCA deve atuar como unidade armazenadora proporcionando um primeiro contato entre o grupo empresarial chinês e os empresários rurais do município de Maracaju.

O empresário Valdenir Portela, em nome da Soja Sul Comércio de Cereais, não escondeu a alegria de ser um dos protagonistas da celebração do primeiro negócio firmado pelo grupo empresarial chinês na área de compra de milho no município de Maracaju.

Portela lembrou que a Soja Sul, da qual é sócio-proprietário juntamente com Sulivan Paulo Pissolato, é uma empresa familiar que hoje inscreve seu nome no mundo empresarial chinês. “Somos uma empresa genuinamente maracajuense que agora tem seu nome vinculado a um grande empreendimento chinês. Isso é motivo de muito orgulho para todos nós da Soja Sul” afirmou o empresário.

O início das atividades comerciais da BBCA tem um significado muito relevante para a economia maracajuense. No seu modo de ver, desde que começou a instalar sua planta industrial no município, já se verificou uma valorização considerável dos imóveis da cidade.

De acordo com informações da assessoria da BBCA, a meta da indústria é processar, anualmente, 1,2 milhão de toneladas de milho a partir do momento em que colocar em funcionamento a unidade industrial.

A fábrica deverá ser abastecida pelas lavouras do município e de municípios circunvizinhos, já que os agricultores de Maracaju produzem exatamente a quantia a ser processada pela indústria, mas parte da produção é comprometida com outras empresas que atuam no setor.

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