Nos próximos 24 meses Mato Grosso do Sul deve abrir 5 mil vagas no mercado de trabalho na construção civil e no setor de vestuário. A estimativa é das entidades patronais que representam os segmentos, o Sindicato das Indústrias do Vestuário, Tecelagem e Fiação (Sindivest/MS) e o Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção (Sinduscon/MS).
Apesar da oferta elevada de vagas, muitas empresas não conseguem preencher seus quadros por falta de mão-de-obra no mercado local, segundo avaliação destas entidades.
As explicações variam conforme a área a ser analisada. Conforme o Sindivest/MS, fábricas têxteis precisam de profissionais com nível elevado de especialização, e como não encontram com facilidade esse tipo de trabalhador, fazem o caminho inverso: percorrem as cidades oferecendo qualificação gratuita aos interessados, com promessa de emprego garantido.
O presidente do Sindivest/MS, José Francisco Veloso Ribeiro, conta que somente este ano em Campo Grande já foram promovidos três cursos gratuitos nos bairros, capacitando mais de 190 pessoas. "Esperamos concluir essa etapa com 550 pessoas formadas, e que já saem praticamente empregadas", afirma.
Para Veloso, a capacidade ociosa da indústria provoca perda de oportunidades de expansão dos negócios. "Muitas malharias dispensam o segundo turno de atividades porque não há trabalhadores disponíveis", diz.
Construção civil
Já na construção civil, a dificuldade em contratar trabalhadores se reflete nos números. A agência pública de empregos de Campo Grande (Funsat) oferece em média 500 vagas por mês só para a área de construção civil, mas apenas 20% do total são efetivadas. "Muitas vezes falta experiência ou qualificação para o candidato, e ele não consegue ocupar aquele posto de trabalho", afirma o economista Áureo Mendes Torres.
"Muitas vezes falta experiência ou qualificação para o candidato, e ele não consegue ocupar aquele posto de trabalho", diz Amarildo Melo do Sinduscon/MS.
Para o presidente do Sinduscon/MS, Amarildo Melo, a ameaça aos empregos está na informalidade. "Os salários estão em um bom patamar, e todos os meses surgem dezenas de empreendimentos imobiliários em várias cidades do Estado. Mesmo assim, existem muitos trabalhadores que preferem a informalidade, acreditando que podem ter uma remuneração ainda melhor", afirma.
O sindicalista faz ainda uma previsão negativa para o mercado de trabalho local nos próximos anos, quando as obras de infraestrutura começarem a preparar o país para eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. Com oportunidades mais atraentes em outros estados, Melo acredita que Mato Grosso do Sul deixará de ser consumidor de mão-de-obra para virar fornecedor. "É preciso planejamento por parte dos governos para administrar essa situação, que não acontece só aqui, mas em várias regiões do Brasil", defende.
Com informação do porrtal G1.
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