Há quase 25 anos, o casal de empresários Paulo Roberto Donato, de 71 anos, e Mary Donato, de 69, transformou a corrida em um estilo de vida e em um exemplo de longevidade ativa. Moradores de Campo Grande, eles mantêm uma rotina intensa de treinos, conciliada com o trabalho e atribuem ao esporte a qualidade de vida que preservam mesmo após enfrentarem problemas graves de saúde.
A história com a corrida começou de forma despretensiosa. Antes, Paulo praticava paraquedismo e a mudança veio quando decidiu se inscrever em uma prova local. Na semana seguinte, colocou Mary em um circuito esportivo da cidade. Apesar da pouca experiência eles ficaram surpresos quando ela terminou a prova em segundo lugar na classificação geral. Formada em Educação Física, Mary passou a se dedicar ainda mais aos treinos e o casal nunca mais parou.
Na época, segundo eles, a corrida tinha menos visibilidade do que hoje. Atualmente, o esporte vive um crescimento contínuo, reunindo praticantes de todas as idades. Para Paulo e Mary, a idade nunca foi, nem é, justificativa para parar.
"As pessoas acham que a gente é aqueles idosos, aqueles velhinhos de épocas passadas. Hoje o mundo mudou e mudou para melhor. Então a idade não é mais um pretexto, uma desculpa ou um motivo para você não praticar esporte. A pessoa escolhe o que quer: ficar sentado no sofá de casa a semana toda ou sair, praticar esporte para que a sua vida, a sua saúde seja de uma forma diferente e atual", disse Paulo.
A rotina é organizada com disciplina. O casal corre três vezes por semana, faz pilates, musculação e ajusta os treinos conforme as provas que pretendem disputar. Para conciliar a agenda profissional com a prática esportiva, eles treinam de madrugada. A musculação começa às 4h e, pouco depois, vem a corrida.
"Desculpa passa longe da gente", resume Paulo. Para ele, o principal combustível é a decisão pessoal de se manter ativo. A filosofia do casal é simples: quem organiza o tempo consegue priorizar a saúde.
O esporte também teve papel decisivo em momentos delicados. Paulo tratou um câncer de próstata diagnosticado precocemente e Mary enfrentou um mieloma múltiplo há 14 anos, passando por transplante de medula óssea. Segundo eles, médicos foram unânimes ao apontar que o condicionamento físico contribuiu para uma recuperação rápida em ambos os casos.
Hoje, o casal coleciona conquistas que vão além da superação pessoal. Eles já completaram as seis principais maratonas do circuito mundial, conhecidas como as World Marathon Majors ou Six Majors, sendo maratonas mais prestigiadas do mundo: Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York. Desafio cobiçado por corredores de alto rendimento. Hoje, os dois continuam participando de provas no Brasil e no exterior.
Agora o próximo desafio será a maratona de Roma, prevista para acontecer em março de 2026. Até lá, o casal irá continuar com a rotina de treinos para que o desempenho seja satisfatório.
Para Paulo, envelhecer não significa parar, mas adaptar-se. "Nosso objetivo não é ser velhos, é ser idosos ativos", afirma. A mensagem que deixam para os mais velhos e também os mais novos que pretendem praticar esportes é que a maior parte dos limites vem das escolhas individuais. E, para eles, a escolha diária é continuar em movimento.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Brasil encerra Mundial de parabadminton com bronze de Vitor Tavares

Lula parabeniza Lucas Pinheiro por ouro inédito nos Jogos de Inverno

Naviraiense pode se isolar na liderança do Estadual em rodada com 4 jogos

Com Operário representando MS, Copa Verde apresenta novo formato

Lucas Pinheiro conquista 1° ouro para o Brasil em Olimpíada de Inverno

Sul-Mato-Grossense Sub-13 terá edição histórica em 2026

Dupla de Stefani vence 2º jogo e vai às quartas do WTA 1000 de Doha

Destaque na base, 'campo-grandense' Bruninho Samudio assina contrato com Botafogo

Hugo Calderano vira número 2 do mundo e 1º sul-americano na posição


O próximo desafio será em Roma (Reprodução/Arquivo Pessoal)


