Ainda faltam dois anos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, é verdade, mas para quem almeja disputar mais medalhas, a preparação já começou. A próxima edição será a primeira de verão nos Estados Unidos desde Atlanta 1996 e há muita expectativa sobre ela.
O programa inclui cinco novos esportes, mudanças nos sistemas de classificação e uma galeria de protagonistas que vai da ginasta Rebeca Andrade ao astro do beisebol Shohei Ohtani. Entenda o cenário para os principais atletas e por que LA2028 é tão aguardada pelos fãs de esportes.
Estrelas que podem brilhar em LA28
Com seis medalhas olímpicas distribuídas entre Tóquio 2020 e Paris 2024 (um ouro e uma prata na primeira edição; um ouro, duas pratas e um bronze na segunda), Rebeca Andrade é a maior medalhista da história do Brasil nos Jogos.
A ginasta chegará a LA28 com 29 anos, no auge da sua capacidade física e certamente escreverá mais um capítulo da rivalidade com a estadunidense Simone Biles. O favoritismo de Rebeca Andrade agita casas de apostas com depósito mínimo de 1 real e também os fãs brasileiros que acreditam nas chances de mais um ouro, repetindo Paris 2024. Jogue com responsabilidade.
Além delas, a galeria internacional de atletas olímpicos que podem brilhar em Los Angeles é grande. Caitlin Clark (24 anos, EUA) nunca participou de Jogos e chega como MVP das eliminatórias da Copa do Mundo de Basquete Feminino de 2026.
Mondo Duplantis (26 anos, Suécia) é bicampeão olímpico do salto com vara e soma 15 recordes mundiais. Noah Lyles (28 anos, EUA) venceu os 100m em Paris 2024. Também nas últimas Olimpíadas, Summer McIntosh (19 anos, Canadá) somou quatro medalhas e tende a melhorar os números na próxima edição.
Cinco novos esportes entram no programa olímpico
Críquete, Beisebol, Lacrosse, Squash e Flag Football entram na lista das 36 modalidades programadas para as Olimpíadas Los Angeles 2028 (sendo as duas últimas estreias totais na história).
O beisebol foi olímpico de Barcelona 1992 a Pequim 2008, reestreou em Tóquio 2020, mas ficou fora de Paris. O críquete teve um único jogo nos Jogos, em Paris 1900, disputado entre França e Grã-Bretanha. O lacrosse foi modalidade olímpica em Saint Louis 1904 e Londres 1908, já há mais de um século fora do programa.
O Brasil pretende ter representantes em todos os novos esportes e já age nos bastidores para movimentar as categorias. Os presidentes das cinco confederações relataram aceleração da profissionalização, mas também gargalos reais nas modalidades.
José Henrique Lopes, da Confederação Brasileira de Squash, citou taxas de importação de equipamentos e barreiras de certificação para acesso a recursos públicos como obstáculos centrais. Já Roberta Moretti Avery, da Confederação Brasileira de Cricket, apontou o crescimento do esporte feminino nas novas modalidades como um dos ganhos mais concretos deste ciclo.
Caminho até LA28: classificações redesenhadas e a polêmica do surfe
No Skate, um dos esportes em que o Brasil tem Rayssa Leal, umas das melhores atletas do mundo, o ciclo classificatório começa em 11 de junho de 2026, na Copa do Mundo de Roma, e se encerra em 11 de junho de 2028.
Serão 88 vagas no total, distribuídas em quatro disciplinas (street masculino, street feminino, park masculino, park feminino), com 22 vagas cada e limite de três atletas por país por gênero.
A polêmica do ciclo está por conta do Surfe, já que a Associação Internacional de Surf (ISA) alterou o sistema de qualificação para LA28, reduzindo o peso do ranking da WSL (maior liga da modalidade) e ampliando o dos ISA World Surfing Games.
Yago Dora, brasileiro e atual campeão mundial, classificou a condução do processo como um "completo desrespeito". A tensão é mais um capítulo entre surfistas e a ISA. Em Paris 2024, Gabriel Medina foi eliminado na bateria por não ter conseguido pegar ondas, algo imprevisível que a regra ignorava.
Olimpíada busca atrair novas gerações
Com novos esportes, grandes atletas e muita atenção, os Jogos Olímpicos 2028 têm tudo para ser mais uma edição histórica do segundo maior evento esportivo do planeta, atrás apenas da Copa do Mundo de Futebol.
O Comitê Olímpico olha para o momento em que está inserido e já há pelo menos duas edições busca atrair as novas gerações, que são nativos digitais. As adições de esportes mais ligados a públicos jovens, como Skate, Surfe e Breaking, por exemplo, são movimentos para conquistar a Geração Z.
Saberemos dentro de dois anos se essa estratégia deu certo ou se haverá percalços como foram os do Breaking em Paris 2024.
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Atletas competindo na etapa de corrida de um triatlo da World Triathlon (Unsplash )



